
Lionel Scaloni afirmou que a semifinal contra a Inglaterra deve ser encarada apenas como uma partida de futebol. (Foto/“Clarin”)
O técnico da Argentina, Lionel Scaloni, pediu que a rivalidade histórica entre argentinos e ingleses fique fora da semifinal da Copa do Mundo. As duas seleções se enfrentam nesta quarta-feira, em Atlanta, valendo uma vaga na decisão do torneio.
Durante entrevista coletiva, o treinador afirmou que a partida deve ser tratada apenas como um jogo de futebol. Segundo ele, não é correto relacionar o confronto esportivo aos acontecimentos da Guerra das Malvinas, conflito travado entre os dois países no início da década de 1980.
Scaloni destacou que o episódio faz parte de um momento triste da história, mas ressaltou que os jogadores e integrantes das duas delegações não têm responsabilidade pelos fatos do passado.
O treinador também demonstrou confiança na condição física da equipe, mesmo após a Argentina disputar duas prorrogações no mata-mata da competição. De acordo com ele, todos os atletas estão aptos para atuar e somente entrarão em campo aqueles que estiverem em plenas condições.
Scaloni afirmou ainda que uma semifinal de Copa do Mundo faz com que o desgaste físico fique em segundo plano e destacou o comprometimento do elenco na busca por uma vaga na final.
Sobre o desempenho da equipe, o comandante argentino disse esperar uma atuação melhor diante da Inglaterra. Para ele, a seleção precisa ter mais posse de bola, característica que considera uma das principais forças do time, além de manter a entrega apresentada ao longo da competição.
Outro assunto abordado foi a utilização da camisa azul no confronto. Questionado se a escolha teria relação com superstição, já que a Argentina venceu a Inglaterra nas duas ocasiões em que utilizou esse uniforme em Copas do Mundo, Scaloni negou qualquer participação na decisão.
Segundo o treinador, ele não solicitou a mudança de uniforme e afirmou que não teria problema em jogar com outra camisa.
O técnico da Inglaterra, Thomas Tuchel, também comentou o tema. Ele afirmou que não é supersticioso, mas disse entender a escolha da Argentina caso ela tenha sido motivada por esse tipo de crença. O treinador acrescentou que mantém apenas rotinas e alguns costumes pessoais durante as competições.
Quem vencer o confronto entre Argentina e Inglaterra disputará a final da Copa do Mundo contra a Espanha, no domingo.