
Para Douglas Ceconello do GE, a responsabilidade não deve recair apenas sobre Vinicius Júnior ou Bruno Guimarães (Foto/Raphael Ribeiro - CBF)
A derrota por 2 a 1 para a Noruega, nas oitavas de final da Copa do Mundo, foi analisada pelo colunista Douglas Ceconello, GE, como o reflexo de uma seleção que, segundo ele, não assumiu o protagonismo durante o ciclo do Mundial.
Na avaliação do jornalista, o Brasil desperdiçou oportunidades de marcar e acabou sendo punido pela eficiência de Haaland, autor dos dois gols da equipe norueguesa.
O colunista também criticou a postura de Vinicius Júnior em um dos lances decisivos da partida. Para ele, o atacante, que considera o principal destaque da Seleção na competição, deveria ter assumido a cobrança do pênalti desperdiçado por Bruno Guimarães. Ceconello lembra, no entanto, que Carlo Ancelotti afirmou após o jogo que a ordem dos cobradores já havia sido definida pela comissão técnica.
Na análise, a responsabilidade pela eliminação não deve recair apenas sobre Vinicius Júnior ou Bruno Guimarães. O texto também cita Endrick, que perdeu uma oportunidade de gol, e Gabriel Magalhães, que foi superado por Haaland em um duelo individual.
O jornalista ainda afirma que a equipe apresentou uma postura passiva diante da Noruega e critica as substituições promovidas por Carlo Ancelotti durante a partida.
Outro ponto levantado é a convocação de Neymar. Segundo o colunista, o fato de lideranças da Seleção defenderem o retorno do camisa 10 antes da Copa demonstrava que o grupo não se sentia totalmente preparado para assumir a responsabilidade pelo desafio.
Para Douglas Ceconello, a eliminação foi consequência de erros coletivos e individuais, envolvendo jogadores e comissão técnica. O jornalista conclui que o resultado amplia o longo período sem títulos mundiais da Seleção e afirma que o futebol brasileiro precisa passar por uma profunda reformulação.