
A possível entrada de Gabriel Martinelli na vaga de Lucas Paquetá mostra o estilo Ancelotti (Foto/Thiago Ribeiro)
A preparação da Seleção Brasileira para o confronto contra a Noruega, válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, segue o padrão adotado por Carlo Ancelotti desde o início de seu trabalho. O treinador italiano mantém características conhecidas de sua carreira e evita mudanças consideradas fora do planejamento.
Pessoas que acompanham de perto o dia a dia da comissão técnica destacam que Ancelotti costuma ser um treinador de decisões previsíveis. Essa característica é apontada como uma demonstração de coerência, já que o comandante normalmente mantém uma linha de trabalho sem recorrer a improvisações nas escalações ou em mudanças táticas inesperadas.
Para a partida diante da Noruega, a tendência é que a Seleção continue utilizando uma formação com três meio-campistas e três atacantes. Esse desenho não era considerado o ideal pelo treinador antes do início da competição, mas acabou sendo mantido após conversas com os jogadores e uma reavaliação da lista de convocados.
Segundo o texto, Ancelotti reconheceu que o grupo contava com apenas cinco meio-campistas entre os 26 jogadores convocados. A partir dessa análise, foi definido que seria necessário reforçar o setor de meio de campo durante a disputa da Copa do Mundo.
A possível entrada de Gabriel Martinelli na vaga de Lucas Paquetá, que está machucado, também segue esse entendimento. Apesar de Danilo Santos, do Botafogo, aparecer como uma alternativa considerada natural, a avaliação interna aponta que Martinelli oferece maior disciplina tática dentro do modelo de jogo utilizado pelo treinador.
Ainda de acordo com a análise apresentada, Ancelotti deseja que nove dos dez jogadores de linha tenham forte participação na marcação durante as partidas. A única exceção é Vinícius Júnior, que recebe uma função diferente para permanecer mais descansado e ser acionado nas ações ofensivas.
Outro aspecto destacado no trabalho do treinador é a tranquilidade demonstrada durante os jogos. Após o segundo gol marcado pelo Brasil na vitória sobre o Japão, já nos minutos finais da partida, Ancelotti fez gestos pedindo calma ao banco de reservas em vez de comemorar o resultado.
Na sequência daquele lance, o treinador conversou com integrantes da comissão técnica, que levaram novas orientações ao campo. A preocupação era evitar qualquer situação semelhante ao que ocorreu nas quartas de final da Copa do Mundo de 2022, quando o Brasil sofreu o empate da Croácia na prorrogação após abrir o placar.
O texto informa que esse episódio ainda é lembrado por parte dos jogadores que participaram daquela equipe. O lance continua sendo utilizado como exemplo durante a atual campanha da Seleção na Copa do Mundo.
A estreia diante do Marrocos foi apontada como uma das poucas ocasiões em que Ancelotti surpreendeu com alterações na equipe. A utilização de Igor Thiago como referência ofensiva e de Ibañez na lateral direita causou surpresa até mesmo entre pessoas próximas ao treinador.
Apesar disso, o texto afirma que não procede a informação de que Ancelotti comunica a escalação apenas no dia da partida. Segundo pessoas ligadas ao trabalho da comissão técnica, os jogadores escolhidos são avisados com antecedência, incluindo aquele que substituirá Lucas Paquetá no confronto contra a Noruega.
*Texto baseado na coluna de Marcel Rizzo do dia 04/07/2026 no Estadão