Intervenção depende de análise da Adail Gomes, aprovação da ANTT e alteração no contrato de concessão
(Foto/Divulgação)
Antes de concluir o projeto de reestruturação do Trevo do Maracanã, a Ecovias Minas Goiás ainda precisa terminar a análise do tráfego na avenida Adail Gomes Ferreira. O levantamento está em andamento e será usado para definir a solução de engenharia que deverá integrar a proposta a ser encaminhada à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) até o fim deste ano.
A concessionária atualizou a situação após uma reunião realizada neste mês com representantes dos moradores do Jardim Maracanã e bairros próximos. O encontro teve o objetivo de apresentar o estágio dos estudos e esclarecer as etapas necessárias até que a intervenção possa, de fato, sair do papel.
Apesar da reafirmação do prazo para envio do projeto à ANTT, ainda não existe previsão para o início das obras. O compromisso de concluir a proposta em 2026 já havia sido apresentado anteriormente pela Ecovias e agora foi mantido pela concessionária.
Neste momento, os técnicos avaliam o volume e a dinâmica do tráfego na Adail Gomes. As informações deverão subsidiar a escolha da alternativa mais adequada para a ligação da avenida com a BR-050 e para a reorganização dos acessos na região do Maracanã.
A inclusão da Adail Gomes ganhou força após cobranças da comunidade e discussões entre representantes da Prefeitura, Câmara Municipal, concessionária e ANTT. A proposta é ampliar o alcance da intervenção para separar parte do trânsito urbano do fluxo rodoviário e reduzir os conflitos nos acessos aos bairros.
A ANTT informou ao Jornal da Manhã que a incorporação da avenida ao projeto está sendo avaliada e exige a complementação dos estudos técnicos. A própria Agência solicitou que essa possibilidade fosse analisada após uma visita realizada ao local.
Segundo o órgão federal, a previsão da concessionária é protocolar a primeira versão do projeto executivo ainda em 2026. Depois disso, o documento e o orçamento precisarão passar pela avaliação da ANTT.
Obra depende de alteração no contrato
A reestruturação do Trevo do Maracanã não estava incluída originalmente no contrato de concessão da BR-050. Por isso, a conclusão do projeto não será suficiente para autorizar imediatamente o início das obras.
Caso a proposta seja aprovada, será necessário formalizar a inclusão da intervenção no contrato de concessão. O processo também envolve aprovação do orçamento, termo aditivo, licenciamento ambiental e autorização da ANTT para o começo dos trabalhos.
A Agência afirmou que, diante das etapas ainda pendentes, não é possível estabelecer uma data para o início da execução. A Ecovias também não apresentou um cronograma para a obra.
Com isso, a previsão anunciada anteriormente de início dos trabalhos em novembro de 2026 deixou de ser considerada. O prazo mantido atualmente é apenas para o protocolo do projeto, que deverá ocorrer até dezembro.
Durante a reunião com a comunidade, a concessionária explicou que pretende antecipar os procedimentos que estão sob sua responsabilidade e manter os representantes dos moradores informados sobre o andamento do projeto.
A mobilização ocorre em meio à ansiedade de quem vive e circula pela região. Moradores defendem a realização da obra, mas cobram transparência sobre o projeto escolhido, as etapas pendentes e o tempo necessário para que a intervenção finalmente comece.