Um morador de Uberaba questionou a exigência da Companhia Operacional de Desenvolvimento, Saneamento e Ações Urbanas (Codau) para restabelecer o fornecimento de água em um imóvel que permaneceu desocupado por cerca de três anos, na avenida Dr. Fidélis Reis. Mesmo após quitar uma dívida de um pouco mais de R$ 300 em débitos, ele foi informado de que o abastecimento não poderia ser simplesmente religado, sendo necessária a realização de uma nova estrutura para a ligação.
Embora o cavalete permaneça instalado e lacrado pela própria Codau, ele terá de ser substituído por um novo padrão, o que, segundo o consumidor, gera retrabalho, por conta do descarte de uma estrutura ainda existente e novos custos para reativação do serviço.
Segundo relatos do morador, ao solicitar o retorno do abastecimento, foi informado de que a ligação havia sido classificada como inativa. Com isso, o procedimento deixou de ser tratado como uma religação e passou a exigir uma nova instalação.
Além da substituição do cavalete, o consumidor afirma que deverá instalar a chamada Caixa UMA e, dependendo das características do imóvel, realizar intervenções no passeio público para adequação da ligação, aumentando o custo para voltar a receber água.
Questionada pelo Jornal da Manhã, a Codau informou que ligações interrompidas, seja por solicitação do consumidor ou por inadimplência, passam a ser consideradas inativas após seis meses consecutivos sem abastecimento. Nesses casos, o hidrômetro é retirado e qualquer pedido posterior é tratado como uma nova ligação.
A companhia explicou que o procedimento segue a Resolução nº 132/2020 da Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento Básico de Minas Gerais (Arisb-MG), que determina a adoção da Caixa UMA nas novas instalações. Segundo a autarquia, a padronização tem como objetivo aumentar a segurança das ligações, dificultar fraudes e facilitar a fiscalização.
Ainda conforme a Codau, o custo aproximado da nova ligação, incluindo as taxas e a Caixa UMA, é de R$ 260, sendo inferior ao do antigo padrão com cavalete galvanizado, estimado em cerca de R$ 510. Valor esse que poderia ser evitado caso fosse possível manter o antigo cavalete. No entanto, segundo a companhia, somente os imóveis com ligações antigas e que permanecem ativas, não precisam ser adaptados ao novo padrão. A exigência ocorre apenas quando a ligação é considerada tecnicamente inativa e o abastecimento precisa ser solicitado novamente. Sendo assim, gerando novos custos para novas padronizações.
De acordo com a Codau, até esta terça-feira (7), já haviam sido registrados 1.443 ordens de serviço relacionadas à instalação da Caixa UMA, entre novas ligações e adequações de padrão.
Consumidores que desejarem contestar o procedimento podem procurar os canais de atendimento da companhia pelo telefone 115, pelo WhatsApp (34) 99908-2290 ou presencialmente na unidade de atendimento instalada no Praça Uberaba Shopping.