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BR-262 pode ter mais trechos duplicados entre Uberaba e Belo Horizonte

Concessionária e ANTT estudam substituir parte das faixas adicionais por pista dupla

Débora Meira
Publicado em 23/06/2026 às 10:32
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A concessionária responsável pela BR-262 em Minas Gerais iniciou um estudo de tráfego, em conjunto com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), para avaliar se alguns trechos da rodovia previstos inicialmente para receber faixas adicionais podem ter a solução alterada para duplicação. 

A informação foi apresentada pelo diretor da concessionária, Felipe Lellis, em entrevista ao programa Pingo do J, da Rádio JM. Segundo ele, a análise considera o volume atual de veículos, as características de cada trecho e a necessidade de melhorar a segurança e a fluidez no deslocamento entre Uberaba e Belo Horizonte. 

Atualmente, o contrato de concessão prevê 44 quilômetros de duplicação da BR-262 no trecho entre Uberaba e Betim, além da implantação de 160 quilômetros de faixas adicionais. De acordo com Lellis, os projetos já estão em fase avançada e a previsão é que as obras comecem no próximo ano. “Estamos fazendo um estudo de análise de tráfego junto com a ANTT para verificar esses segmentos. Pode ser que algum trecho que hoje está previsto como faixa adicional tenha uma necessidade diferente, baseada no estudo técnico”, explica. 

Segundo o diretor, a avaliação é feita a partir do chamado nível de serviço da rodovia, que considera fatores como quantidade de veículos, condições de segurança e capacidade de atendimento da pista. “Tudo é baseado em estudo técnico, em quantidade de veículos em determinado trecho, melhoria da segurança e maior fluidez”, afirma. 

Durante a entrevista, Felipe Lellis explicou que o movimento de veículos comerciais é um dos pontos analisados pela concessionária. Segundo ele, atualmente, 84% dos veículos que passam pelas cabines automáticas de pedágio utilizam o sistema de pagamento por TAG, que permite a passagem sem parada e oferece desconto na tarifa. 

O diretor destacou que, em trechos de pista simples, principalmente em áreas de subida, as faixas adicionais são uma alternativa para melhorar o trânsito, permitindo que veículos pesados utilizem uma faixa específica enquanto veículos leves conseguem realizar ultrapassagens com mais segurança. “Quando implantamos uma faixa adicional em um aclive, o caminhão vai para a direita e o veículo leve consegue passar. Isso melhora a segurança e a fluidez”, pontua. 

A concessionária está no segundo ano do contrato de concessão da BR-262 e, segundo Felipe Lellis, para cumprir o cronograma previsto, os projetos precisam estar em andamento antes do início das obras. “A duplicação tem que ser entregue até o quinto ano do contrato em uma grande parte. Para entregar no quinto ano, é preciso começar antes”, reforça. 

O diretor explicou ainda que o estudo envolve diferentes órgãos e etapas de aprovação, incluindo análises técnicas e ambientais. A partir dos resultados, poderão ser definidas eventuais mudanças nos tipos de intervenção previstos inicialmente. 

A concessionária informou que a avaliação será feita por segmentos da rodovia, considerando as características de cada trecho entre Uberaba e Betim.

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