INQUÉRITO

Polícia Civil inicia investigação sobre a procedência do asfalto do recape

Inquérito policial apura eventuais crimes de lavagem de dinheiro e falsidade documental no serviço de recapeamento da cidade

Gisele Barcelos
Publicado em 09/04/2024 às 20:31Atualizado em 10/04/2024 às 07:38
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De acordo com a denúncia do vereador Marcos Jammal, a empresa que fornece material betuminoso a uma das empresas que realizam o recapeamento não teria autorização para tal (Foto/Divulgação)

De acordo com a denúncia do vereador Marcos Jammal, a empresa que fornece material betuminoso a uma das empresas que realizam o recapeamento não teria autorização para tal (Foto/Divulgação)

Após receber notas fiscais com possíveis indícios de irregularidades, Polícia Civil instaurou inquérito para apurar eventuais crimes de lavagem de dinheiro e falsidade documental pela empresa responsável pelo serviço de recapeamento em Uberaba.

Segundo o chefe do 5° Departamento de Polícia Civil, Cézar Felipe Colombari, com a instauração de inquérito foi, inicialmente, solicitada a apresentação de documentos pela empresa e, também, pelo município. “Só após o recebimento deles, análises e estudos, passamos para a fase de oitivas”, salientou, informando que a previsão é concluir a apuração em 90 dias.

A Polícia Civil foi acionada na semana passada para investigar a procedência e a qualidade do material utilizado no programa de recapeamento asfáltico em andamento na cidade. A denúncia foi formalizada pelo vereador Marcos Jammal (PSDB), que entregou notas fiscais emitidas por empreiteira contratada para executar o serviço de recapeamento. A construtora adquire o material betuminoso de outra empresa e os documentos são referentes à compra do produto que é usado na aplicação da nova massa asfáltica.

Segundo as informações do vereador, a fornecedora do material betuminoso existe e as notas fiscais estão registradas, porém, uma consulta preliminar ao site da Receita Federal identificou que a empresa não teria a autorização para comercializar o produto. Com isso, foram levantadas dúvidas sobre a procedência do produto e, também, sobre a legalidade da transação.

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