Relendo alguns artigos guardados e ainda não publicados, notei que se encaixavam perfeitamente com os fatos atuais.
Peguei um que sinicamente comparava o “furacão” vivido no Planalto Central com o programa “Agildo no País das Maravilhas”, transmitido entre 1987 e 1988, pela Rede Bandeirantes, onde atores e fantoches, satirizavam a situação política, social e econômica do Brasil, com frases de efeito com “Hoje a violência manda no país! Quem não morre escapa por um triz? Mas a fome não é a causa disso, não! O crime é a influência da televisão!”.
Fiz a leitura de outro artigo onde mencionava que existia um vai e vem de pessoas querendo ser candidatos e outras correndo assustadas do assédio dos partidos políticos, não querendo se candidatar; enquanto um grupinho, que se dizia oposição, encontrava-se nas caladas das tardes ensolaradas dos finais de semana, naquele magnífico, virtual, caríssimo e inigualavelmente planejado Cyber Café, localizado na reformada praça dos Correios, também conhecida em todo sertão da farinha podre como “Jardins Suspensos da Bobolonia Triangulina”, face às montanhas de dinheiro gastos em sua reforma.
Ao ler, verifiquei que nenhuma mudança significativa aconteceu desde os tempos dos Homo Sapiens até o século XXI, pois as reuniões continuam demoradas, não trazendo nenhuma preocupação aos que tramam o grande retorno e qualquer “dor de barriga” nos membros da “esquadrilha da fumaça” é só recorrer ao imaginário e “majestoso banheiro público” da praça Henrique Krugger, “construído” com muito esmero e vontade política.
Naquele tempo, o grupo assíduo nas reuniões não era pequeno, pois tinha duendes, fantasmas, fantoches, bruxas, os irmãos metralhas, o coringa, o enigma, o Chacal e outros personagens aterrorizantes das histórias em quadrinhos, que ao mostrar uma foto da “turma” para uma menina de 06 anos, ela resumiu em uma só frase o que toda uma população sempre pensou, ao dizer:
“Cuiz quedo, que gente feia, quando tiver que ver ou vir aqui dinovo, eu vou faltar!”.
No corpo de muitos artigos selecionados para serem publicados brevemente em um livro, fica inquestionável a luta incansável dos cidadãos honestos contra os moinhos de vento da força dos três poderes, solidificando a indignação de quem pensa e conhece os seus direitos de cidadão, que paga impostos e nunca usou a nação para tirar proveito escuso, como a maioria dos políticos com mandatos. Para se ter uma ideia, hoje um senador ou um deputado consome do seu, do meu, ou do nosso bolso, algo em torno de 7 milhões e meio de dólares por ano.
Depois de muito analisar sobre o que escrever, cheguei à conclusão que ficaria em silêncio esta semana e juntamente com Regiana, aceitamos o convite de nossos amigos Deusdeth e Valdirene e fomos passar um sábado maravilhoso na mansão dos “Lopes Batista”, ouvindo músicas que variaram do clássico ao sertanejo, muitas vezes acompanhadas pela voz “afinadíssima” do anfitrião, que deu um show de conhecimentos sobre os “novos baianos”, sobre a turma da “jovem guarda”e festivais da Rede Record.
Acabou o fim de semana, mas ficou ainda aquele gostinho “de quero mais”.
Marco Antônio de Figueiredo
Articulista e Advogado
Pós-Graduado em Ciências
Políticas pela UFSC