SAÚDE

Pílula do dia seguinte pode prejudicar a saúde da mulher

Ao contrário do que muitas mulheres pensam, caso o ovo já esteja implantado, a pílula não tem efeito algum no organismo

Publicado em 02/11/2010 às 11:43Atualizado em 20/12/2022 às 03:25
Compartilhar

A pílula do dia seguinte é assunto cercado de polêmicas e inseguranças. Criada em 2000, foi alvo de debates sobre as facilidades que oferece, entre elas a possibilidade de evitar uma gravidez indesejada ou não planejada. Mas a pílula do dia seguinte é um remédio de emergência, usado quando outro método contraceptivo não funcionou como deveria.

A ginecologista Nilza Martinelli Gomes explica que a pílula do dia seguinte é basicamente composta por um hormônio sintético chamado levonorgestrel, derivado da progesterona, naturalmente encontrado no corpo. “A diferença entre a pílula e os anticoncepcionais tradicionais é que a concentração do hormônio é maior, em torno de 0,75 mg, o que aumenta consideravelmente sua potência no organismo”, conta.

De acordo com a especialista, a pílula age antes que a gravidez ocorra. Se a fecundação ainda não aconteceu, o medicamento dificultará o encontro do espermatozoide com o óvulo. Caso a fecundação já tenha ocorrido, o medicamento provocará a descamação do útero, impedindo a implantação do ovo fecundado. Ao contrário do que muitas mulheres pensam, caso o ovo já esteja implantado, ou seja, já tenha iniciado a gravidez, a pílula não tem efeito algum. Depende, ainda, do ciclo menstrual da mulher.

“Além disso, pode provocar efeitos colaterais, como náuseas, vômitos e irregularidade do ciclo menstrual. Às mulheres que tenham algum problema vascular, recomenda-se que não usem o medicamento”, alerta a ginecologista. “Ela não deve ser usada com a finalidade de evitar a gravidez, porque, além de não ser 100% eficaz, sua alta dosagem hormonal pode trazer alguns problemas ao organismo feminino”. Pode causar a irregularidade no ciclo menstrual e sintomas com efeitos desconfortáveis na pele, como acne e aumento de oleosidade, por exemplo. Neste sentido, Nilza revela que a pílula deve ser usada apenas em ocasiões de emergência, e nunca como método contraceptivo convencional.

Antes de pensar em tomar qualquer medicamento, incluindo os contraceptivos, é necessário ter cuidado. “É importante acrescentar que as mulheres devem procurar se informar com o seu médico de confiança, o que é melhor para a sua saúde, após uma avaliação detalhada do que podem ou não fazer. Este é um assunto que deveria ser mais discutido com o profissional”, conclui a ginecologista.

Assuntos Relacionados
Compartilhar

Nossos Apps

Redes Sociais

Razão Social

Rio Grande Artes Gráficas Ltda

CNPJ: 17.771.076/0001-83

JM Online© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por