NOVO TARIFAÇO

Governo Lula reage ao tarifaço dos EUA, anuncia reciprocidade e culpa família Bolsonaro

Publicado em 16/07/2026 às 08:29
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(Foto/Reprodução)

O governo federal classificou como "lastimável" a decisão dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros e anunciou que irá acionar a Lei da Reciprocidade em resposta à medida.

Em nota divulgada nesta quarta-feira (16), o Palácio do Planalto afirmou que iniciará imediatamente os procedimentos previstos na legislação brasileira para responder às novas tarifas impostas pela gestão do presidente Donald Trump.

Segundo o governo, a decisão americana representa um marco negativo nas relações entre os dois países. O comunicado também reforça que o Brasil não reconhece a legitimidade da investigação comercial conduzida pelos Estados Unidos com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

A investigação cita como justificativas temas como o Pix, a regulação das plataformas digitais, barreiras ao etanol norte-americano, desmatamento e até o comércio na Rua 25 de Março, em São Paulo.

Na nota, o governo brasileiro voltou a defender o Pix, classificando o sistema como um patrimônio nacional e referência internacional em infraestrutura pública digital.

O Planalto também destacou que, nos últimos 15 anos, os próprios dados do governo americano apontam um superávit de US$ 424,5 bilhões dos Estados Unidos na relação comercial com o Brasil. Além disso, ressaltou que, em 2025, cerca de 76% das importações norte-americanas entraram no país sem pagar imposto de importação.

O governo ainda informou que pretende ampliar relações comerciais com outros mercados, citando os acordos firmados pelo Mercosul com a União Europeia, Associação Europeia de Livre Comércio e Singapura, além de anunciar medidas para proteger os setores brasileiros afetados pelo tarifaço.

No comunicado, o Palácio do Planalto também responsabilizou a família Bolsonaro pela escalada da crise comercial. Segundo o governo, integrantes da família teriam colaborado para a adoção das sanções por parte dos Estados Unidos, em especial o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro, que mantém articulações com integrantes da administração Trump.

A nota afirma que "falsos patriotas" atuaram contra os interesses do país por objetivos eleitorais e reforça que a defesa da soberania nacional está acima de disputas políticas.

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