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Lídia Prata
Carlos Paiva SENTINELA 26/02/2021


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Operação do Gaeco e PM prende dupla integrante de facção criminosa em Delta

Operação “Maserati" em Delta
Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Santa Catarina (SC) deflagrou na manhã de ontem (25) a Operação “Maserati" contra um grupo criminoso que atua em todo País e tem planos de expandir a área de atuação. Foram cumpridos 142 mandados de prisão e 142 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Em Minas, foram cumpridos dois mandados de prisão e um mandado de busca e apreensão em Delta (MG) com apoio do Gaeco e Policia Militar de Uberaba.

“Valdivia” e “Sistemática”
Exatamente às 6h de ontem (25), integrantes do Gaeco de Uberaba e Polícia Militar compareceram em uma casa na rua Vicente Machado Enes (antiga 82), bairro Novo Horizonte, Delta (MG). Lá, inicialmente, cumpriram dois mandados de prisão: de um desocupado de 21 anos e de uma desocupada de 18. Os dois vivem em união estável. Os mandados foram assinados pelo juiz de Direito da Comarca de São Miguel do Oeste, Santa Catarina. No documento consta que o casal, conhecido pelos apelidos de “Valdivia” e “Sistemática”, integram organização criminosa armada e de altíssima periculosidade que praticam o crime de tráfico de drogas e outros.

Tráfico de drogas 
Depois que os mandados de prisão foram cumpridos, agentes do Gaeco e policiais militares de Uberaba passaram a cumprir o mandado de busca e apreensão. Do lado da cama do casal, em uma prateleira, foi localizado um invólucro plástico contendo aproximadamente 50 gramas de pasta base para cocaína, cinco pinos da mesma droga pronta pra uso, uma balança de precisão e R$35,00. Os dois disseram que não possuem ocupação lícita e conforme investigação, o casal vem praticando o tráfico de drogas e desempenham funções para a organização criminosa investigada em Santa Catarina. Os dois foram levados para a Delegacia de Plantão da 1ª Delegacia Regional de PC/5ºDPC em Uberaba juntamente com o material apreendido.

Mais de R$185mil
Ontem a coluna trouxe um caso onde uma idosa de 69 anos teve R$60mil subtraídos de sua de sua conta corrente na Caixa Econômica Federal. Muitos leitores ficaram pasmados devido à quantia. Mas infelizmente o que não falta são golpistas e hoje eu trago um caso onde um idoso de 71 anos, que mora na rua Episcopal, bairro Mercês, e perdeu mais de R$185mil.

Cartão de crédito
Conforme o idoso, na data de ontem (25), através do extrato de sua conta poupança, constatou que foram realizadas diversas movimentações com início no mês de novembro de 2020. Foram feitas transferências, empréstimos e até um cartão de crédito no nome da vítima, mas que foi entregue em uma casa na rua Jeronima de Oliveira Maia, Residencial Nova Era em Uberaba. O idoso garante que não sabe nem onde fica o bairro.

Investigação
Só a fatura do cartão de crédito que o idoso de 71 anos afirma que nunca pediu é de R$10.121,09. Também foram feitos dois empréstimos nos valores de R$ 34.471,00 e R$ 2.400,00 e fizeram algumas transferências. O prejuízo, até ontem, era de R$185.013,49, mas acredita-se que esse valor vai aumentar e muito. A Polícia Civil deve começar investigando pelo endereço onde foi entregue o cartão de crédito. Se o banco tinha o endereço do idoso, por que entregou em outro local?




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Injúria e difamação
Deve chegar hoje às mãos da delegada PC responsável pela Delegacia Especializada a Mulher, Registro de Eventos de Defesa Social (Reds), onde uma empresária, de 69 anos, acusa um corretor de 59, de perturbação e assédio. Ela relata que teve um relacionamento por um ano com o corretor e há nove meses estão separados, porém ele não aceita o fim do relacionamento. O corretor estaria perseguindo a empresária durante percurso de casa para o trabalho e do trabalho para o dentista. Ele, segundo ainda segundo mulher, a persegue para onde ela vai, o que vem lhe causando medo e constrangimento. Ele também estaria difamando e injuriando a empresária com adjetivos impublicáveis.

Celular na cadeia
Policiais penais apreenderam quatro aparelhos celulares em três celas do Pavilhão 1 da Penitenciária de Uberaba na manhã de ontem (25). Na cela cinco foi localizado um celular com dois chips. Um preso de 27 anos assumiu a propriedade do aparelho. Na cela 10 foram apreendidos um celular e um cabo USB. Um preso de 29 anos disse que é tudo dele. Já na cela 13, os policiais penais encontraram dois celulares com chips, duas baterias e dois carregadores. E mais uma vez o material apreendido foi encaminhado à Polícia Civil.

Idoso assaltado
A Policia Militar registrou, às 9h de ontem (25), mais um assalto a idoso em Uberaba. A vítima tem 69 anos e teve seu carro VW Saveiro, cabine dupla, cor azul, placas PXB-4775, tomado de assalto por dois homens, sendo que um estava armado de revólver. O assalto aconteceu em galpão onde a vítima trabalhava, na rua José Crozara, zona oeste da cidade. Os assaltantes chegaram em uma motocicleta Honda Titan, cor preta, com para-lama vermelho e final de placa 89. O idoso foi rendido e ameaçado. Os ladrões fugiram um no carro e o outro na motocicleta. O caso já está na PC.

Evitando linchamento
No começo da noite de ontem (25), policiais penais salvaram um presidiário, de 36 anos, de ser linchado por outros 20 presos, todos da cela 47 da Galeria da Ala “D”. Conforme relatos dos policiais penais, por volta das 18h, durante a chamada “tranca” perceberam gemidos vindos da cela 47. Ao se aproximarem, viram o presidiário abraçado à grade e os demais colegas de cela lhe espancando. Foi dada a ordem para que os presos cessassem as agressões, porém sem êxito. Os reclusos continuaram a espancar o presidiário dizendo: “mata esse Jack filha da p..., tarado tem que morrer”. Só para esclarecer, o nome do presidiário não é “Jack”.

Tiro de calibre 12
Com as agressões ao presidiário, foi necessário que um dos policiais penais efetuasse um disparo de espingarda calibre 12 com munição de menor potencial ofensivo, para que os presos se afastassem do presidiário agredido e ferido. Com o tiro de 12, os presos se afastaram da grade e, assim, os policiais penais conseguiram chegar até presidiário ferido, que foi retirado e encaminhado ao núcleo de saúde. Em seguida, foi levado para atendimento externo na UPA São Benedito. A vítima, neste caso, somente neste caso, está recluso na cela 47 desde o dia 29 de dezembro do ano passado e por crime de homicídio, não por estupro.

Imprescritível
Conforme apurou a coluna, o presidiário de 36 anos tem passagens por assalto, receptação, lesão corporal e tráfico de drogas. Ele também responde a dois inquéritos junto à Polícia Civil. Como se denota, não tem passagens policiais por estupro, o que não significa que não cometeu o crime. Pode ter cometido o estupro e não chegou ao conhecimento das policiais. As informações na cadeia são mais ágeis e precisas, assim como os julgamentos e aplicações das penas. E todos nós sabemos qual a pena aplicada ao acusado de estupro. Pode levar muitos anos, mas a lei da cadeia não prescreve.

Não tem memória curta
Na semana passada, conforme noticiou esta coluna, uma presidiária foi agredida por outras três presas por acreditarem que ela havia matado a filha de três anos. Ela foi salva graças à ação rápida das policiais penais. O suposto crime teria ocorrido em 2019, mas a mulher só foi presa recentemente depois de tentar matar um idoso de 68 anos. Como já disse, no crime não tem memoria curta e a pena não prescreve.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do JORNAL DA MANHÃ.
O conteúdo é de responsabilidade exclusiva do autor.

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