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Lídia Prata
Reginaldo Baleia Leite REGINALDO LEITE 27/05/2022



#6 GP da Espanha - A virada

A sexta etapa de 2022 foi uma corrida marcante, pois assinalou a virada de Max Verstappen na tabela de 2022. Foi a quarta vitória do holandês nesta temporada. A alta temperatura da pista foi um desafio para todos. Barcelona, no passado, foi palco de corridas chatas e sem disputas, mas não foi o que vimos domingo passado. Uma corrida movimentada e cheia alternativas. Vimos até a Mercedes liderando ocasionalmente com Russell.

O começo. Como todo GP, tudo começa na sexta-feira, que na realidade é um treino onde ninguém está em busca do melhor desempenho. As equipes se ocupam de muitas simulações, as mais comuns: com os três tipos de pneus e variando a quantidade de combustível, sem dizer os experimentos de aerodinâmicas. Mesmo muitos não dando muita atenção para esse dia, ele é de suma importância para as equipes se darem bem na corrida.

E justamente na sexta-feira, como em Miami, a Mercedes foi bem. No TL 1, Leclerc e Sainz Jr. lideraram, seguidos de Max, com Russell na P4 e Lewis P6. No TL, 2 Leclerc novamente liderou, seguido de Russell e Lewis. Sainz Jr ficou com a P 4 e Max com a P 5. Os detratores da Mercedes logo soltaram que no sábado tudo voltava ao novo normal e vão para trás.

No sábado as coisas ficam mais sérias. No TL3, Leclerc novamente liderou. Mas Russell foi o segundo e Lewis P3, seguido de Sainz Jr e Max. Aí, a turminha contra os prateados já se coçou e viu que não foi um mero acaso como na etapa anterior.

Hora H. Já a classificação é onde ninguém esconde as cartas e da tudo de si. E as zebras apareceram ao final do Q2. Ricciardo ascendeu ao Q3 e Norris não, primeira vez nesta temporada. Schumacher conseguiu alçar a fase principal da classificação, tendo assim as duas Haas, se classificando entre o TOP 10. No Q1 também vimos Alonso ficando em 17º. Max foi o melhor, seguido de Sainz Jr, Russell, Lewis e Magnussen. Leclerc nem fez segunda tentativa, ficando com a P 7, economizando assim um jogo de pneus.

No limite. O Q3 é a fase principal pré-corrida. Nesta fase também vimos algumas situações atípicas, Leclerc rodou em sua primeira tentativa, Max foi o melhor nessa primeira fase do Q3 e ainda tinha outra chance para tentar melhorar seu tempo. Leclerc na segunda fase saiu à frente de todos, carregando a pressão de não ter tempo marcado. E mesmo assim conseguiu o melhor tempo do final de semana, 1m 18seg 750. Max abortou sua segunda tentativa por seu DRS não abrir na reta, ainda assim ficou com o segundo tempo. Seguido de Sainz Jr, Russell, Perez e Lewis. Bottas, Magnussen, Ricciardo e Schumacher fecharam o top 10.

Corrida. O domingo começou com a temperatura da pista nas alturas. Ao apagar das luzes, Leclerc manteve a ponta e foi embora. Russell superou Sainz Jr, que também foi superado por Perez, ainda quase foi superado por Schumacher fez uma ótima largada. No desenrolar dessa primeira volta, Magnussen e Lewis se tocam e vão para os boxes. Ao final da primeira volta Leclerc já tinha quase um segundo de vantagem para Max. Seguidos de Russell, Perez,

Sainz Jr, Schumacher, Ricciardo e Ocon. Mike ganhou 2 posições, Ocon uma e Alonso 3, descontando a parada de Lewis e Magnussen.

A nuvenzinha de azar que paira sobre Sainz jr. ataca novamente e este perde o controle de seu carro na volta 7, saindo para a caixa de britas, porém consegue voltar em décimo primeiro. Duas voltas depois Max tambem perde o controle de seu carro na mesma curva. No entanto, este perdeu apenas duas posições para Russell e seu fiel escudeiro, Perez.

Inesperado. Com a bobeada de Max, Russell vai para P2 e Perez já vinha no seu encalço, assim começa o show de Russell. Essa pista tem praticamente um ponto de ultrapassagem, que é no final da reta principal. E o piloto da Mercedes soube defender sua posição com firmeza. Perez tentou várias vezes sem êxito. Posteriormente foi a vez de Max, que ganhou a posição de Perez no grito, e o número um da equipe taurina até tentou, mas depois de sofrer com o acionamento de seu DRS, não conseguiu se aproximar do inglesinho novato da Mercedes.




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Show. Após algumas voltas, Russell e Max entram nos boxes para fazerem suas primeiras trocas (13ª volta) e saem juntos. Russell consegue sempre se manter à frente dos oponentes, se defendendo ao oferecer o lado de fora no final da reta. Numa dessas Max, até ultrapassou na frenagem, mas o astuto inglês se colocou por fora na saída da curva e conseguiu recuperar a posição, em momentos de roda a roda, perdida momentaneamente. (Volta 24)

Primeira do ano. Com a disputa ferrenha de Max e Russell, eles perderam muito terreno para Leclerc, que havia parado na volta 21. Ao sair do Box, Leclerc tinha 5,2 seg. de vantagem para a dupla. E já na volta 27, havia acumulado 12,5 seg. de vantagem, quando sua F 75 perdeu potência, provocando seu primeiro abandono nesta temporada. E assim, Russell assumiu a ponta, para desespero daquela turminha que odeia as flechas de prata. Não sofrem muito.

Mudança. Com o abandono de Leclerc, a equipe Red Bull se assanhou. Como Max não conseguia superar o oponente, a equipe resolve parar o holandês novamente e calça ele com pneus macios na volta 29. Perez já vinha acompanhando de perto Russell e Max, já que vinha melhor calçado com pneus melhores, pois havia parado quatro voltas depois deles. E já na volta 31 mostrou como ultrapassar o inglês e foi por fora no final da reta, como sempre.

Mais do mesmo. Após essa manobra, a situação na frente esfriou, não vimos mais disputas. A corrida foi definida nas táticas de pneus usadas pelas equipes. Bottas fazia uma bela corrida, mas sua equipe não foi muito feliz nessa tática de pneus. Chegou a ficar um tempo na P 4, porém perdeu posições para Sainz Jr e Lewis. Lewis chegou até alcançar a P4, mas foi obrigado a aliviar o pé nos momentos finais por falta de combustível. Russell sofreu do mesmo problema.

ANOTAÇÔES. A Hass, depois de levar seus dois carros no Q3 terminou sem pontos. *Lewis, apesar do início ruim, conseguiu uma boa posição (P5). Mesmo tendo ficado no

fundão por muitas voltas, demostrou estar sem entusiasmo no início, até pediu para abandonar.

*Alonso conseguiu a P9 depois de largar do final do grid. Certamente se largasse mais à frente teria uma posição um pouco melhor. A maré ruim ainda está presente “Nuvem negra hispânica” e Sainz Jr faz companhia para ele debaixo dessa nuvem de azar.

*Latifi terminou à frente de Albon pela primeira vez.

*Gasly decepcionou, tendo ficado atrás de Tsunoda todo o final de semana.

* Ricciardo novamente termina atrás de Norris, apesar de ter largado duas posições à frente. Esse é um caso à parte. Ou Lando é o melhor do grid ou Daniel desaprendeu pilotar.

A próxima etapa é o tradicional GP de Mônaco, já nesse final de semana. Normalmente, a corrida é uma procissão, porém, como toda regra tem exceção, vamos torcer para que esta seja umas delas (chuva). O terceiro setor de Barcelona é a referência para as equipes em relação a Mônaco. E quem reinou nesse setor foram os vermelhos, o contrário foi a Mercedes. Anteriormente era Red Bull quem dominava em Mônaco. Ou melhor, Monte Carlo para a turma da quarta dose.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do JORNAL DA MANHÃ.
O conteúdo é de responsabilidade exclusiva do autor.

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