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Lídia Prata
Reginaldo Baleia Leite REGINALDO LEITE 18/09/2021


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GP da Itália - Uma grata surpresa

No final de semana passado foi realizada a 72ª edição do GP da Itália, o que o torna um dos redutos mais tradicionais da F1. Somente os GPs da Itália e Inglaterra foram realizados ininterruptamente desde o início do campeonato. E, coincidentemente, nesta temporada esses dois GPs foram os únicos que realizaram a corrida rápida no sábado. Também vimos outra coincidência neste quesito, que vamos abordar posteriormente. 

Quando neste formato de corrida rápida, sprint race, o segundo treino de sexta-feira é feito no formato da qualificação, que normalmente acontece no sábado após o terceiro treino, os resultados dessa corrida formam o grid para a largada da corrida principal no domingo. E também distribui pontos para os três primeiros; três pontos para o primeiro, dois pontos para o segundo e um para o terceiro. A pole foi para Bottas, seguido de Lewis, Max, Norris e Ricciardo, completando o Top Five. 

Calma. Essa corridinha foi bem morna, com exceção da primeira volta. Lewis realizou uma péssima largada; de segundo caiu momentaneamente para sexto. Pierre Gasly, segundos após ultrapassar o inglês, saiu da pista e resvalou na barreira de proteção. Na sequência, Tsunoda empurrou Kubica para fora do traçado. 

Oposto. Já Max e Ricciardo foram ótimos na largada; Max pulou para segundo e Ricciardo para terceiro, e Bottas manteve a ponta. Após a saída do Safety Car a ordem era: Bottas, Max, Ricciardo, Norris e Lewis. Ao término das quinze voltas que foram disputadas, o resultado foi o mesmo da largada após a saída do carro de segurança. 

Desandou. Quando a F1 desembarcou em Monza todos sabiam que os carros alemães eram os favoritos. Mas o final de semana da Mercedes, que era para terminar com primeiro e segundo, começou ruim. Bottas ganhou os três pontos pela vitória, mas largou de último no domingo, por ter substituído sua unidade de potência. Já Hamilton largaria da segunda fila na corrida principal. 

Domingo. Max largou na pole com Ricciardo ao seu lado, Norris, Lewis e Leclerc formavam o Top Five. Na largada, Ricciardo conseguiu assumir a ponta, deixando Max em segundo. Mas atrás Lewis desta feita largou bem e, ao final da primeira chicane, estava à frente de Norris. Porém, na freada para a primeira variante, emparelhou com Max e este fez seu traçado, colocando Lewis pra fora do traçado ideal, e Norris aproveitou-se do enrosco dos dois e assumiu o terceiro posto novamente. 

Na sequência, Giovinazzi, que havia largado bem e ultrapassou Sainz Jr, se perdeu no contorno dessa primeira variante e quando voltou para pista foi tocado por Sainz Jr, pois o italiano não havia deixado espaço para o hispânico. Desta vez não houve a entrada do carro de segurança. Essa manobra rendeu uma punição de cinco segundos ao piloto da Alfa Romeo.  

De novo. Lewis passou a Splint Race inteira atrás do Mc Laren de Norris e aí bateu aquela incerteza de novo! Assim, torcedores de Max passaram a torcer para Norris. Hamilton não conseguia ultrapassar, apesar de haver tentado nas voltas de número 12, 13, 14 e 16. Max também não chegava a Ricciardo, na verdade nem tentava e só comboiava o australiano. Certo de que o faria na sua troca de pneus. Lá atrás, Bottas vem escalando o pelotão. 

Reviravolta. Na 23ª volta, Ricciardo sai para colocar um jogo novo de pneus duros. Max acelera tudo e entra na volta seguinte. E aí vimos os mecas da Red Bull realizarem uma troca em mais de 11 segundos, logo eles, que detém o recorde de troca de 1,88 segundos. Algo raríssimo em se tratando da Red Bull, o que definitivamente mudaria os rumos da disputa. 

Ufa. Enquanto isso, na pista, Lewis finalmente conseguiu ultrapassar Norris e assumir a ponta. O inglês realiza sua troca na volta 26 e, quando sai dos boxes, está alguns metros à frente de Max, que vem descendo a reta com o pé no fundo. 




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Hamilton faz uma tomada aberta para a primeira perna da chicane deixando pouco espaço para o holandês. Quando Lewis vai realizar a segunda perna, toca com Max ou Max toca em Lewis. Na verdade, Lewis ignorou a presença do outro. Assim os carros se enroscaram e a Red Bull parou em cima da Mercedes na brita ao lado da pista. E final de corrida para ambos. 

A princípio foi acionada a bandeira amarela e Leclerc, o líder momentâneo, entra para sua troca; na sequência veio o Safety car. Assim, muitos foram para os boxes para realizar suas primeiras trocas de pneus. Bottas foi um deles. 

Rescaldo. A corrida de inicia na volta 31, com Ricciardo na ponta seguido de Leclerc, Norris, Pérez, Sainz Jr e Bottas, que havia largado de último. Norris, com muita garra, conseguiu superar Leclerc na freada da primeira variante e assumiu a segunda posição. Leclerc e Perez fizeram uma boa disputa, assim como Bottas e Sainz Jr. Norris tentava apertar seu parceiro na pista e rádio, mas o australiano sempre respondia a altura. 

Na linha. A corrida terminou com uma surpreendente vitória de Daniel Ricciardo, com Norris em segundo, resultado que a Mc Laren não conseguia há 11 anos. Na sequência vieram Perez, Bottas, Leclerc e Sainz Jr. Esse foi o resultado na pista. 

Eles. Porém, aqueles senhores que ficam numa sala cheia de telas de TV, para variar, mudaram o resultado da pista. Penalizaram o mexicano em cinco segundos, o que rendeu a Bottas o terceiro posto e a Leclerc o quarto, ficando ele em quinto. Sainz Jr continuou na P6. Os comissários aplicaram penalizações em cinco pilotos. E para completar a missão, horas depois penalizam Verstappen Rússia. 

Adversidades. No sábado, ao final da corrida rápida ou procissão, muitos acharam que a corrida seria na mesma situação, ou seja, outra procissão, porém longa. Para nossa alegria, nada disso se passou. Ricciardo ganhou a etapa e ainda realizou a melhor volta do dia e foi eleito o piloto do dia. Um resultado daqueles que quebram a banca.  *Emerson Fittipaldi acompanhou a prova no box da Mc Laren e trouxe sorte para sua antiga equipe. 

Já na disputa entre Lewis e Verstappen, o holandês saiu de Monza com dois pontos acima de quando chegou. A coincidência que citei no início que envolve os GPs da Inglaterra e Itália seria que as duas foram realizadas a splint race, e que em ambas Max e Lewis se tocaram nestas etapas. Com Max levando a pior na Inglaterra. Já em Monza os dois ficaram a pé. 

Lewis está cansado de saber que Max não se alivia nunca. Esse ano ele já vivenciou isso várias vezes. E penso que o inglês bobeou ao não dar espaço para o oponente naquela situação. Pois saiu dos boxes com pneu médio, enquanto Max estava calçado com os duros. As cenas do próximo episódio começam dia 24 de setembro na Rússia. Até lá. 


** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do JORNAL DA MANHÃ.
O conteúdo é de responsabilidade exclusiva do autor.

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