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Lídia Prata
Reginaldo Baleia Leite REGINALDO LEITE 15/05/2021


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GP da Catalunya – Os Inacreditáveis 98&100

Foto/Internet

O GP da Espanha foi uma corrida estressante. Foi aquele lance de torcer para o jacaré a maior parte do tempo vendo que o Tarzan estava sempre à espreita, até o golpe final.

A quarta etapa do mundial de 2021 foi melhor que a encomenda. Esse traçado já foi palco de corridas chatas e insossas; no auge da era Schumacher já vimos corridas que tiveram apenas seis ultrapassagens até ao final da etapa.

TEORICAMENTE. A conquista da pole em Barcelona, em tese, já garante 60% de vitória em condições normais. Ao fim da classificação a ordem foi: Lewis (100ª pole do inglês), depois Verstappen, Bottas, seguidos de Leclerc, Ocon, numa inacreditável quinta posição, e Sainz Jr em sexto. Ricciardo em sétimo, pela primeira vez na frente de Norris. Perez conquistou um incômodo oitavo posto. Norris e Alonso completaram um top team diferente das etapas anteriores, isso sem considerar as três primeiras posições.

AGUERRIDO. Max perdeu a chance de ser pole outra vez. Sua única chance era largar bem, porém estava do lado sujo, o que não facilitava essa tarefa. Mas, ao apagar das luzes, o carro taurino avançou com tudo e se colocou por dentro na tomada da curva um e, na sequência, tomou a ponta. Inexplicavelmente, nos 600 metros da linha de largada até essa tomada da curva um, Lewis não defendeu sua posição em momento algum. Normalmente, o pole, após a largada, toma linha de dentro para se defender na tomada um.

PERDAS E GANHOS. Bottas não largou bem e, após três curvas, viu Leclerc colocar-se ao seu lado, perdendo o terceiro posto para o monegasco. Ricciardo foi muito bem, ao contrário de Ocon, que perdeu duas posições. Perez inverteu sua posição com Sainz Jr, que perdeu duas. Norris e Alonso mantiveram suas posições de largada.

STOP. A corrida seguia tranquila, sem troca de posições até a oitava volta, quando Tsunoda é forçado a abandonar, provocando a entrada do Safety Car. Após duas voltas, a etapa é reiniciada. E aí começa um jogo de gato e rato entre Max e Lewis. A Mercedes sempre se aproximava da Red Bull nos primeiros setores porém, no último, Max dava um jeitinho de manter a diferença acima de um segundo, evitando a abertura da asa móvel por Lewis.

TROCAS. Ao final da volta 24, Lewis diminui a diferença para meio segundo; era a chance de tomar a ponta. Mas Max é chamado para o Box e assim não houve disputa. O trabalho dos mecânicos foi péssimo (4,2 segundos), coisa rara nesta equipe, enquanto Lewis continuava na pista. Mazepin ajudou os mecânicos da Red Bull, atrasando Hamilton. Lewis realizou sua parada e saiu dos boxes com uma desvantagem de 5 segundos na volta 29.




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ESTRANHO. A Mercedes não reagiu imediatamente à parada de Max. Situação inexplicável, já que seu carro se mostrava superior em rimo de corrida, como vimos nas simulações realizadas no TL 2 e até nessa primeira fase da corrida, pois se Max não entrasse nos boxes, certamente seria ultrapassado com a ajuda da asa móvel, já que estava 0,5 segundo no ponto de aferição.

PÁ DE CAL. Verstappen liderou a corrida até a volta 60, quando foi ultrapassado por Lewis. A tacada do dia foi o pit stop da equipe alemã, realizado na volta 42. Assim como a Mercedes não reagiu logo na primeira parada de Max, a Red Bull também não o fez e se viu privada da disputa pela vitória. A única explicação possível seria não ter outro jogo de pneus para efetuar a manobra, pois todos sabem que essa reação deve ser que imediata.

Momentos antes de Lewis entrar nos boxes, ele estava colado no carro de Max, como na primeira parada e, quando saiu, tinha uma desvantagem de 23.3 segundos, faltando 23 voltas para o final. Teria que tirar mais de 1 segundo por volta com pneu que não era 0 km, porém pouco usado. E o fez em dezessete voltas. Palmas para a dupla M&LH.

PEREZ X RICCIARDO E BOTTAS X LECLERC. O mexicano não foi bem na classificação. Na corrida, sofreu para superar Daniel, que tem um carro sabidamente inferior, e finalizou em quinto, longe da luta pela ponta. Situação idêntica à de Bottas com Leclerc; a Ferrari melhorou muito, mas nem de longe é páreo para o carro germânico.

NO LUCRO. Nos três treinos oficiais Gasly foi bem, considerando o equipamento que possui, ficou em 7º no TL 1, 6º no TL2 e 7º no TL3. Saiu-se mal na classificação, chegando em 12º. Na corrida, foi o 10º, salvando 1 ponto, mesmo depois de sofrer uma punição de 5 segundos. Kimi largou de 12º e finalizou na mesma posição. Sainz Jr e Norris finalizaram uma posição à frente em relação as que largaram.

O GP da Espanha foi uma corrida estressante. Foi aquele lance de torcer para o jacaré a maior parte do tempo vendo que o Tarzan estava sempre à espreita, até o golpe final. Entretanto, por ser realizado num circuito truncado, até que foi melhor que o esperado. Hamilton atingiu as incríveis marcas de 100 poles e 98 vitórias, algo impensável décadas atrás, quando o recorde de 24 e 25 vitorias perduraram por anos.

*Por outro lado, nunca existiu um carro que foi o melhor em sete temporadas seguidas e caminha para o oitavo trunfo. Sem desmerecer os números de Lewis, mas eles só foram possíveis devido a esse domínio da máquina germânica. E claro, pelo talento do inglês, que deve ser muito grato à LAUDA, que foi quem o convenceu a se juntar à equipe quando ela ainda não era de ponta

 

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do JORNAL DA MANHÃ.
O conteúdo é de responsabilidade exclusiva do autor.

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