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Lídia Prata
Reginaldo Baleia Leite REGINALDO LEITE 27/03/2021


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As novidades da Fórmula 1

 

A F1 preparou para 2021 o maior calendário de todos os tempos. Serão 23 etapas. Isso tudo com a pandemia ainda em curso e mesmo depois do susto e transtornos que esse vírus causou na temporada passada. Temporada essa que contou com apenas 17 etapas.

  

BAGUNÇOU. 2020 foi um ano a parte para todo o mundo. E a categoria não passou imune. A temporada, que era para começar em 15 de março na Austrália foi cancelada, assim como os GPS de Mônaco, França, Holanda, Azerbaijão, Canadá, Singapura, Japão, Estados Unidos, México e Brasil. E só se iniciou na Áustria, com uma rodada dupla em julho. 

    

DE NOVO. Para 2021 já temos duas etapas adiadas. (China, sem data definida e Austrália realocada para 21/11). Teremos como novidades a Holanda e Arábia Saudita. E ainda o retorno da ótima e bela pista de Portimão e a Emilia-Romanha.

    

MENOR EFEITO. Ainda devido à crise pandêmica, as grandes mudanças no regulamento previstas para 2021 foram adiadas para 2022. Porém a FIA decretou duas mudanças na aerodinâmica com redução de 10 % no arrasto aerodinâmico, Dow force (Assoalho, dutos de freios, defletor menor e outros detalhes da área aerodinâmica). No intuito de diminuir a velocidade dos carros e a pressão em cima da borracha italiana, as mudanças foram limitadas por um sistema de fichas (Tokens). 

E nessa a McLaren pode se dar mal ao longo da temporada, pois gastou todas as suas fichas para alocar a UP da Mercedes em seu chassi, não podendo desenvolver o resto de seu carro ao longo da temporada. Mesmo começado bem nos treinos no Bahrein pode ficar para trás por não ter com aprimorar seu carro enquanto as outras podem.

    

TABU. A medida de maior importância foi a indução do teto de gastos, sonho de Max Mosley (ex-presidente da FIA) desde meados dos anos 2000. As grandes equipes ($$$$) nunca aceitaram essa medida e assim por anos nunca era implantada. Porém, o Covid mudou o discurso e fez com que as dez equipes concordassem, até os vermelhos, que sempre abominaram a ideia e tinham poder de veto. Esse assunto é longo, voltaremos a aborda-lo noutra ocasião.

 

AS NOVIDADES. A finada Racing Point e ex- Force Índia agora é Aston Martin e deixa de ser o carro rosa, passando a ser verde, cor das equipes inglesas nos primórdios da F1. Assim como os carros franceses eram azuis e os italianos vermelhos. Seb Vettel é a estrela da equipe.

 

 

RENAULT. Para 2021 a Renault passa a ser denominada Alpine, tradicional marca esportiva francesa no início e que posteriormente foi encapada pela Renault. Fernando Alonso é a espera e está trabalhando para desestabilizar Ocon mentalmente em declarações na mídia especializada e chegou ao ponto de dizer que é melhor que Lewis e Vettel.

 

 

 

Dois ex-campeões em equipes novas, Vettel e Alonso.

 

HAAS. A equipe americana, que é meio que uma filial da Ferrari, e tem até um puxadinho na fabrica italiana, tem como novidade as cores da bandeira Russa. Fruto do principal patrocinador que veio através da contratação de Nikita Mazepin. Mas a estrela da equipe é Mick Schumacher, indicação dos italianos. São dois novatos num péssimo carro.  Um triste inicio de carreira para a dupla.

 

 

INFLUENCIA NIPÔNICA. A terceira novidade é a estreia de Yuki Tsunoda na italiana Alpha Tauri no lugar de Daniil Kvyat. A entrada de Tsunoda pode ser vista como um agrado a Honda. Mas a verdade é bem outra. Pierre Gasly, vencedor do GP da Itália de 2020, continua na equipe como piloto número um.  O visual do carro foi alterado em relação ao de 2020; as cores são as mesmas, porém onde era branco agora é azul e vice versa.

 

 

 

 

A MCLAREN foi a primeira equipe a apresentar seu MLC 35-M para 2021. Externamente o novo carro de Ricciardo apresentou poucas diferenças visuais ao do ano passado. Uma delas é o contorno em azul na ponta do bico, e não mais somente nas asas. A grande diferença é mesmo o motor Mercedes que passa a equipar o carro de 2021 e as impostas pela nova regra. Visto de cima podemos ver o quanto as novas regras alterarão o formato e tamanho do assoalho e também o quanto a carenagem do motor é mais gordinha para abrigar a nova UP.

 

(MCL 35 É O CARRO DE 2020 E MCL 35- M É O CARRO DE 2021)

 

ALFA ROMEO. “ALFA ROMEO” É um nome mágico para os amantes do esporte motorizado.  A Alfa fabricou muitos ícones do esporte a motor e também carros esportes para o público. Essa marca é um mito para muitos. Posteriormente passou por dificuldades e foi encapada pela Ferrari, ou melhor, Fiat, assim como Maserati, Abarth e Lancia, outro ícone italiano. Foi a marca que venceu os dois primeiros campeonatos mundiais 1950 e 1951.   Enzo Ferrari foi funcionário da equipe Alfa Romeo antes de fundar a Ferrari.                                                                                                         

Na F1 de 2021 a melhor novidade é a UP de Maranello renovada e melhor. Aqui também fizeram uma inversão de cores, tem mais branco e menos vermelho. O resultado final agradou muito.  A equipe mantem a dupla do ano passado (Kimi Räikënen e Antonio Giovinazzi) e espera assim não ter que repetir a péssima temporada de 2020, onde brigou com a Haas para não ser a penúltima força do grid.

 

 




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TOURO LOUCO. Dominante de 2010 a 2013, a Red Bull sonha em voltar a ser a número um. E foi a grata surpresa da pré-temporada. Foi o carro de melhor desempenho no Bahrein. Isso graças à inconstância do carro alemão. No visual tudo igual a não ser o logo da HONDA no lugar da antiga parceira Aston Martin.                                                                                                                         

Sergio Perez é a grande novidade da equipe. Perez se tornou um piloto experiente com uma ótima gestão de pneus e visão de corrida.  O que incomoda é a questão que ele já é considerado segundo piloto pelo patrão. Tomara que não o queimem com fizeram com todos os companheiros de equipe desde que o queridinho de Marko entrou na equipe.

A estética do carro de 2021 é a mesma do ano passado. A esperança de todos é que alguém destrone os alemães e pelos resultados do Bahrein essa é a hora, opinião da mídia especializada. Particularmente acho que os alemães reagirão.

                                                                                                

 

O visual dos bólidos da equipe do touro vermelho sempre é empolgante    

 

MANDANTES. Apesar de todo barulho criado pela mídia sobre o fraco desempenho da equipe alemã nos três dias de testes do Bahrein, é notório que a equipe que sempre dominou a era hibrida não estaria tão ruim. A grande questão é a perda de dow force.

Adrian Newew  há tempos usa um entre eixos curto e uma traseira alta, ao contrário da escola germânica. Essa tática de Neiwew foi se aperfeiçoando com o passar dos tempos. E agora com as novas regras ele finalmente achou o equilíbrio há tempos almejado. Já os alemães lutam para acertar esse equilíbrio com menor efeito solo. Teoricamente uma coisa pequena para a equipe técnica deles. A dupla de piloto permanece a mesma, Lewis e Bottas.                                           

O visual sofreu alterações principalmente na carenagem que cobre o motor; no lugar das estrelas entra a logomarca da AMG em marca d’água. Também o verde da Petronas ganhou um destaque maior. Na tomada de ar e no interior das abas dos aerofólios surge um vermelho marcante da Ineos patrocinadora e agora acionista da equipe.

 

 

 

MUNDO ROSSO. A tradicional, amada e idolatrada equipe italiana tem um carro muito superior ao da temporada passada, que foi o pior desse século, ou melhor, dos últimos quarenta anos. Com a saída de Vettel, pela primeira vez em anos não existe um piloto campeão mundial na equipe. E tem a dupla de pilotos mais jovens de todos os tempos, da Ferrari. Leclerc e Sainz Jr.

Nos testes o carro se mostrou bom e percorreu uma boa quilometragem. No entanto, ainda não é um carro para disputar a ponta com Mercedes e Red Bull. Segundo o alto staff da Ferrari, Sainz Jr é um investimento ha médio prazo.

 

 

 

NA LANTERNA. A Williams nas últimas temporadas é dona da última fila do pelotão. Para 2021apresentou um visual inédito e de gosto um tanto quanto duvidoso. A dupla de pilotos permanece a mesma, Russell e Latifi. A equipe inglesa conseguiu a façanha de ser o único carro de 2021 a obter um rendimento superior em relação ao carro de 2020, mesmo com as novas regras. Isso nos mostra o quanto o carro de 2020 era ruim. Mesmo com perda aerodinâmica o carro novo é superior ao fraquinho de 2020.

 

PROGRAMAÇÃO DO GP DO BAHREIN F 1 – 2021

SEXTA-FEIRA – 26/03/2021

08:30 – FÓRMULA 1 – Treino Livre 1 – BandSports

12:00 – FÓRMULA 1 – Treino Livre 2 – BandSports

SÁBADO – 27/03/2021

09:00 – FÓRMULA 1 – Treino Livre 3 – BandSports

12:00 – FÓRMULA 1 – Classificação – Bandeirantes | BandSports

DOMINGO – 28/03/2021

12:00 – FÓRMULA 1 – Corrida – Bandeirantes

21:00 – FÓRMULA 1 – (VT) Corrida – BandSports

 

ATENÇÃO - Lembrando que a Band também vai transmitir a F2, treinos e corridas aonde temos três brasileiros competindo

 

 

 

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do JORNAL DA MANHÃ.
O conteúdo é de responsabilidade exclusiva do autor.

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