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Uberaba, 15 de maio de 2021 -

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Lídia Prata
Lídia Prata ALTERNATIVA 10/04/2021


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Empreiteira desiste da reforma da praça da Mogiana e abandona canteiro de obras

Confirmado o que já era previsto: a empreiteira vencedora da licitação para reforma da Praça da Mogiana abandonou o canteiro de obras. Confirmação foi feita pelo deputado federal Franco Cartafina, autor da emenda que garantiu os recursos para a execução do projeto. Obra seria executada pela Deck Construtora, de Tupaciguara, por R$ 370.831,86, preço bem abaixo do valor estimado na época, que era de R$ 506.116,93. Resultado: pegou o serviço por um valor inexequível, amontoou terra, fez uma lambança danada na praça, para abandonar o serviço no final. Desde de julho do ano passado já se sabia que a Deck não daria conta de realizar a reforma por aquele preço, muito embora o dinheiro já estivesse na conta para o pagamento. Tinha seis meses para terminar a obra, mas, em dezembro, pediu mais prazo alegando dificuldades financeiras e a Caixa concedeu prorrogação até junho deste ano. Nem assim, ganhando tempo, a Deck Construtora fez alguma coisa. 

PONTO TURÍSTICO

Os recursos para a revitalização da praça da Mogiana vieram do Edital de Apoio a Projetos de Infraestrutura Turística do Ministério do Turismo. O projeto inclui o restauro e a proteção da locomotiva (já executada e entregue), além de execução de pista de caminhada e de acessos internos com piso, colocação de bancos de madeira, pintura dos aparelhos de ginástica, novo paisagismo, com plantio de palmeiras. Antes de deixar o cargo, o então prefeito Paulo Piau deu entrevista à Rádio JM onde previu que a empreiteira não daria conta do serviço. Na época, Piau disse que a Prefeitura foi obrigada a assinar o contrato com a Deck Construtora, porque foi a vencedora da licitação. “Mas, ao que tudo indica, o contrato caminha para a rescisão”. Acertou em cheio!

UM ANO

Por falar no ex-prefeito, ele divulgou vídeo neste sábado lembrando a primeira morte por Covid ocorrida em Uberaba e rendendo homenagem às famílias que perderam seus entes queridos para esse vírus terrível.

NEM PENSAR

Quem está na fila para se submeter a alguma cirurgia eletiva deve redobrar a dose de paciência para esperar. Não há nenhuma hipótese de retomada dessas cirurgias, por enquanto. Aliás, segundo o diretor técnico do Hospital Mário Palmério, médico Galvania Agrelli, retomá-las agora seria muito temerário, face à pandemia e às dificuldades dos hospitais com reposição de medicamentos, em especial sedativos.

IMPREVIDÊNCIA TOTAL

Depois da confusão envolvendo o colapso nos estoques de medicamentos para intubação de pacientes graves de Covid no Hospital Regional,  a prefeita Elisa postou agora há pouco que devem chegar ainda hoje a Uberaba 1.300 ampolas de bloqueador neuromuscular Rocurônio. Esse é apenas um dos medicamentos em falta na farmácia do Regional, conforme esta coluna noticiou ontem. 

Os chamados kit intubação chegaram em BH no meio da tarde e estão vindo para Uberaba numa van cedida pela Uniube. Porém, para se ter uma ideia, esse quantitativo de Rocurônio deve dar para três dias, segundo previsão de especialista ouvido pela coluna.

ORGANIZAÇÃO EM XEQUE

Na avaliação do deputado federal Franco Cartafina, que articulou em Brasília a liberação dos kit intubação pelo Ministério da Saúde ao governo de Minas, houve um descompasso entre os estoques dos medicamentos nos municípios e as informações passadas ao governo federal. Por isso, no Ministério da Saúde constava que Minas Gerais estava bem abastecida de kits intubação, quando, na realidade, os estoques estavam zerados ou quase zerados em vários municípios, inclusive em Uberaba.

QUESTÃO DE GESTÃO




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É interessante observar que os grandes hospitais brasileiros, como Einstein, Sírio Libanês, Barra D´Or, dentre outros, não estão falando em falta de medicamentos para intubação. Por quê? Obviamente porque têm uma gestão eficiente de seus estoques. É isso o que falta para a rede pública: controle. Infelizmente, essa é a verdade. E no final das contas quem padece é o pobre coitado, paciente SUS...

BUSCA ATIVA

Governo de Minas precisa organizar melhor seu esquema de trabalho na Saúde. Está patinando na distribuição morosa de vacinas contra Covid e, agora, também no controle e gestão de medicamentos essenciais ao tratamento de pacientes com coronavírus. O ideal talvez seja determinar um dia específico do mês ou da quinzena para o fechamento das planilhas contendo as principais informações, como essa dos estoques de medicamentos. Fazer uma busca ativa, em vez de aguardar que os municípios passem, um a um, as informações quando bem entenderem. Na desordem que estamos assistindo, Minas continuará atropelando processos e obrigando os municípios a providências de urgência, como se vê agora com a distribuição dos Kit intubação. 

DE OLHO

As próprias superintendências regionais de Saúde deveriam  fazer um acompanhamento mais atento das informações prestadas pelos municípios e perceber se não está havendo alimentação do sistema. E correr atrás das informações, para ajudar a evitar o desabastecimento.

REFORÇO JÁ

Prefeitura precisa urgentemente reforçar a divulgação sobre a importância da segunda dose para a imunização contra a Covid. Segundo esta coluna apurou, em três dias consecutivos desta semana, os postos de vacinação praticamente não tiveram movimento, a ponto de alguns vacinadores serem mandados de volta para seus locais de origem. Num dos dias, por volta da hora do almoço, um dos drives de segunda dose continuava às moscas. Pelo visto as pessoas não estão entendendo a necessidade de tomar a segunda dose da vacina contra Covid.   

NÚMEROS ALTOS

Boletim Covid deste sábado registra mais 10 óbitos ocorridos nas últimas 24 horas e 137 novos casos confirmados. Ainda não conseguimos baixar esses números, mas, mesmo assim, a partir de segunda-feira Uberaba será promovida da onda roxa para a vermelha. Nenhum infectologista em sã consciência recomendaria essa flexibilização num momento grave como o atual, com hospitais lotados de pacientes e mortes nesses patamares.

TRANSFERÊNCIA DEMORADA

A propósito, na noite de sexta-feira, dois pacientes SUS em estado graves esperaram o dia amanhecer e o sol esquentar para serem transferidos do Hospital Mário Palmério para a UTI do Regional. Como a regulação não conseguiu viabilizar os leitos com a urgência necessária, e na falta de medicamentos para eventual necessidade de intubação, as equipes do Mário Palmério tiveram de adaptar as enfermarias para prestar assistência aos dois pacientes. Que situação!

VIVA A FILA!

Enquanto isso, as filas nos supermercados de Uberaba estavam enormes neste sábado. Esse fenômeno não foi observado apenas nos mais populares, ou mais famosos. Estava assim por todo lado, especialmente no período da manhã.

A propósito, o presidente da Associação dos Supermercadistas, José Vicente, deu entrevista esta semana ao programa O Pingo do Jota e revelou que o consumidor continua comprando, mas mudou o perfil do consumo. Marcas tradicionais estão sendo substituídas por outras similares, em função do preço mais barato. Foi assim com os ovos de Páscoa. Aliás, os próprios supermercadistas perceberam isso e investiram mais em ovos de chocolate de marcas desconhecidas, porém acessíveis.


** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do JORNAL DA MANHÃ.
O conteúdo é de responsabilidade exclusiva do autor.

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