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Por que o estresse crônico adoece?

Publicado em 15/05/2021 às 16:19Atualizado em 19/12/2022 às 03:45
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Segundo pesquisa realizada pela Isma-Brasil (Associação Internacional de Gerenciamento de Estresse Brasil), estamos em segundo lugar no ranking mundial dos países com maior índice de estresse: 70% da população ativa brasileira já apresentou ou apresenta sintomas da doença.

Mas o que é de fato o estresse? 

De acordo com a fisioterapeuta, neurocientista e aromaterapeuta Érica Vieira dos Santos, o estresse é um estado gerado pela percepção de estímulos que causa uma excitação hormonal e leva o organismo a disparar um processo de adaptação, caracterizado pelo aumento da secreção da adrenalina, com várias consequências sistêmicas, como o aumento do Cortisol, que, a longo prazo sendo secretado constantemente no corpo, pode causar disfunção neuronal, hipertensão, problemas digestivos, aumento da glicose no sangue (Diabetes), doenças cardíacas, dores de cabeça, problemas de memória, ansiedade, depressão e piora do sistema imunológico.

“O estresse é uma reação de luta ou fuga a uma situação de ameaça ou perigo que até certo ponto pode ser boa, porque te ajuda a se adaptar. No mundo animal, quando você precisa fugir de um predador, há uma descarga neuroquímica, além de seu coração precisar disparar para bombear o sangue com mais força e ajudar todo o seu corpo a se movimentar com velocidade, por exemplo. O problema é quando o estresse se torna algo crônico, ou seja, que acontece diariamente, sempre que você recebe suas contas para pagar ou tem um problema em casa ou no trabalho”, compara Érica.

Mais dados recentes e preocupantes sobre Estresse… Outro resultado impactante foi apresentado em 2020 pela pesquisa científica realizada pelo IPCS – Instituto de Psicologia e Controle do Stress que avaliou o estresse durante a pandemia da Covid-19 em uma amostra de mais de três mil brasileiros adultos. Os resultados apontaram altos índices de estresse (60%), ansiedade (57,5%), depressão (26%) e pânico (14%), bem como grande incerteza em relação ao futuro. 

Para a estudiosa Érica Vieira, os brasileiros precisam entender a relação que existe entre saúde emocional e física. “A área responsável pelas emoções se encontra bem no meio do nosso cérebro. É ela que faz a integração do sistema motor e sensorial. É dela que saem as informações para o sistema nervoso que controla o funcionamento de todo o nosso corpo. É por isso que você pode ter uma dor de barriga se estiver apaixonado ou amedrontado ou até mesmo fazer xixi nas calças se sentir medo demais. 30% dos batimentos cardíacos são controlados pelo sistema nervoso autônomo, que está diretamente ligado às nossas emoções, ou seja, ao sistema límbico. Por isso que, quando falamos que para melhorar qualquer doença precisa tratar o emocional, estamos querendo dizer que cuidar das emoções significa melhorar o funcionamento de todo o corpo”, afirma Érica.

Aromas naturais podem têm efeito terapêutico e farmacológico. Uma vez entendido que existe uma ligação direta entre saúde emocional e física, a estudiosa ressalta que existem também muitas formas de cuidado, prevenção e tratamento para as doenças e defende o uso de óleos naturais. 

“Os óleos extraídos de partes essenciais das plantas, como raiz, caule, folhas, sementes e frutos, são a imunidade dela. São responsáveis por protegê-la de predadores quando exalam aromas repelentes, de aquecê-la contra o frio, de protegê-la contra fungos, vírus, bactérias… E, para nossa sorte, esses óleos, com suas propriedades terapêuticas e farmacológicas, que possuem mais de 300 substâncias químicas derivadas da classe dos Terpenos, encaixam-se molecularmente em nosso organismo. Se você inalar o aroma de um óleo, em 20 segundos suas propriedades estarão em sua corrente sanguínea e permanecerão por seis horas. Se passar na pele, em cerca de 20 minutos estará no seu sangue, e, se ingerir, em 20 minutos será absorvido pelo seu intestino, caindo assim também na corrente sanguínea”, detalha Érica.

Segundo a estudiosa, diferentemente dos medicamentos alopáticos, sintetizados em laboratório, os óleos essenciais naturais não causam efeitos colaterais quando utilizados na dosagem correta. 

A neurocientista, que tem também formação em Aromaterapia, cita alguns tipos e para que servem, com a ressalva de que é muito importante certificar-se da procedência do óleo para garantir sua qualidade e ainda ter o acompanhamento de um profissional da área.

Veja para que servem alguns óleos. Lavanda: Relaxamento – insônia, queimaduras, alergias, agitação, cólicas.

Limã Purificador – detox, depurador do sangue, suporte imunológico.

Hortelã-pimenta: Revigorante – exaustão, febre, enjoos, clareza mental.

Melaleuca: Antibiótico, anti-inflamatório, antiviral, antifúngico.

Tangerina: Regulador de humor – depressão, diurético, gordura localizada.

Orégan Purificador – antibiótico e antifúngico – regula flora intestinal.

Gengibre: Suporte digestivo – enjoo, má digestão, gastrite, cólicas e tosses.

Olíban Regeneração celular – proteção do sistema nervoso, antitumoral.

Michele Borges

Letícia Petruccelli

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