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Uberaba, 10 de agosto de 2022 -

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Lídia Prata
Lídia Prata ALTERNATIVA 06/08/2022



Luiz Neto rompe silêncio e defende represa da Prainha

Depois de um ano e meio de opção pessoal pela reclusão, o ex-presidente da Codau Luiz Guaritá Neto rompeu o silêncio esta semana para defender o projeto da represa da Prainha. Luiz Neto lembra que esse projeto foi elaborado por um dos maiores escritórios de engenharia do país, a Leme Engenharia, há cerca de 30 anos. “Pode não ser o melhor projeto, mas era o que tínhamos na época. Além disso, o projeto de engenharia foi fiscalizado e aprovado pelo Ministério das Cidades e pela Caixa Econômica Federal” - argumenta o ex-presidente da Codau. Vai adiante, salientando que não havia erro algum no projeto. Tanto assim, que a empresa de consultoria recentemente contratada pela Codau confirmou que o projeto está certo, ressalvando apenas que faltou o detalhamento. “Mas esse detalhamento era obrigação da empreiteira fazer.” - frisou.

MÉRITO A QUEM OS TEM
Recuando no tempo, Luiz Neto lembra que o mérito para obtenção dos recursos para as obras de saneamento que incluíram a represa da Prainha deve ser atribuído ao seu antecessor José Luiz Alves, no governo Anderson Adauto. Na época pensou-se em trazer água do Rio Claro até Uberaba, numa extensão de 35km. No entanto, apenas 7km de adutoras foram construídos, porque se chegou à conclusão que ficaria muito caro e custoso implantar aquele projeto na sua totalidade. Havia, nesse trajeto, a previsão de cruzar a linha férrea por 13 vezes, encarecendo a obra. Foi aí que a Codau, já no governo Paulo Piau, optou por construir a represa da Prainha para complementar o projeto.

PROJETO COMPLETO
Ainda de acordo com Luiz Neto, o projeto da represa da Prainha prevê três barragens, e não apenas uma. A Prainha será a primeira. “Reclamam que a água da Prainha será suficiente para abastecer Uberaba por apenas 20 dias. Sim. Mas são os 20 dias mais críticos da seca” - frisa o ex-presidente da Codau.

TORNEIRAS SECAS
Prevendo torneiras secas este ano, Luiz Neto chama a atenção para as obras da Codau que estão paradas e farão falta ao sistema de abastecimento da cidade. Aponta, ainda, que a Codau perdeu o poço profundo do Uberaba I por erro na sua manutenção, enquanto outro, da avenida Nenê Sabino, está com sua vazão comprometida por erro de operação.

DESAFIO




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Revelando indignação com as fofocas em torno de eventual interesse pessoal dele na opção por construir a represa da Prainha em vez de concluir a adutora do Rio Claro até Uberaba, Luiz Neto lança um desafio: ele doará a área para quem provar que ele tem um palmo de terreno naquela região. E mais: ressalta que há proibição expressa de loteamento no entorno da Prainha, assim como o local não poderá ser usado para fins de lazer, para preservar a qualidade da água. Ou seja, a Prainha não poderá se transformar numa “filial” de Jaguara.
Pois é. Para nós, cidadãos, o que importa é termos água na torneira. Quem está certo, quem está errado, é irrelevante.

SOLUÇÃO CASEIRA
Ainda não se sabe se a Prefeitura vai insistir na licitação para contratação de empresa para revisão e atualização do Plano Diretor. Mas já criou uma comissão para acompanhar os trabalhos. Portaria publicada no Porta Voz desta sexta-feira informa a composição da Comissão, incluindo também o Plano de Mobilidade Urbana e de requalificação do centro da cidade.

QUEM É QUEM
A Comissão é presidida pela secretária de Planejamento, Isabella Nascimento, e composta por representantes da administração direta e indireta e sociedade civil organizada. Fazem parte dessa comissão, dentre outros, os construtores José Toubes Neto e Luciano Veludo, pelo Sinduscon e Fiemg, respectivamente; a engenheira Maria Paula Meneghello (Observatório Urbano), Rafael Mendes (Sindicomércio), João Paulo Ferreira Gomes (Aciu), Fábio Lopes (Centro Forte). Chama a atenção a presença de representante da Unibrasília, Manoel Carlos Bayão Junior.

MULTINHAS
Pouco mais de R$ 50,5 mil foram arrecadados pelo Município em multas de trânsito no mês de junho, de acordo com prestação de contas publicada no jornal oficial do município. Porém, desse total, a maior fatia foi destinada à Codiub, perfazendo R$ 36 mil.


** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do JORNAL DA MANHÃ.
O conteúdo é de responsabilidade exclusiva do autor.

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