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Uberaba, 05 de abril de 2020 -

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Lídia Prata
Lídia Prata ALTERNATIVA 24/03/2020

Atualização 13h29

 


Cena inacreditável: assim estava o Terminal do BRT agora a pouco. Completamente vazio 

É temporário
Suspensão da versão impressa do Jornal da Manhã é apenas temporária. Volto a frisar para que fique bem claro para quem ainda tem alguma dúvida. Em que pesem as fake news maldosas que surgiram por aí, não há a menor intenção de encerramento das atividades do diário mais prestigiado de Uberaba. A suspensão da circulação foi decidida a partir da necessidade de preservação da saúde dos nossos colaboradores, bem como para tirar quase 100 pessoas de circulação nas ruas, até passar essa pandemia. Além disso, muitos assinantes já vinham pedindo a suspensão da entrega dos exemplares em suas casas, temendo a propagação do vírus. Portanto, não acredite em conversa fiada. Em tempos de coronavírus, tem muita gente desocupada em casa, usando o ócio para mostrar o verdadeiro (mau) caráter. A esses, desejo um quintal cheio de mato para capinar.

Portas fechadas
Assim como o Jornal da Manhã impresso, o Shopping Uberaba vai dar um tempo, até passar essa onda de coronavírus. As lojas já estão fechadas, bem como o Cinemais e a loja de brincadeiras eletrônicas, Coney Games. A palavra de ordem é prevenção. Por enquanto permanecem abertos supermercado, farmácias, delivery e lotérica.

Novas regras
Prefeito Paulo Piau e o secretário Iraci Neto estão reunidos neste momento para definir novas medidas de segurança que serão transformadas em decreto, para publicação nas próximas horas. Foco deve ser a questão da alimentação. Segundo apurou Alternativa, devem ser criadas mais opções para as pessoas comprarem alimentos, principalmente nos bairros. Não será surpresa se forem liberadas as barracas de hortifrutigranjeiros - ao ar livre, porém com regras como distanciamento social e oferta de álcool gel aos consumidores.

Mercadão
O decreto que está “no forno” neste momento pode liberar o acesso ao Mercado municipal, para atendimento pelo sistema de delivery, nos moldes dos supermercados. Mas a entrada terá restrições.

Pra depois

Nesse cenário de evolução galopante da pandemia pelo novo coronavírus, o Hospital de Clínicas da UFTM está se preparando para receber possíveis pacientes e, segundo a superintendente Ana Lúcia Simões, algumas decisões que estão sendo tomadas afetam diretamente a população como um todo. Neste caso estão a restrição dos atendimentos ambulatoriais e a suspensão das cirurgias eletivas. E mais: as visitas aos pacientes hospitalizados estarão proibidas a partir desta quinta-feira, dia 26.

 

Prontinho
Hospital Regional já foi totalmente esvaziado e está sendo preparado para receber apenas pacientes com coronavírus. Todos os pacientes que estavam internados lá já foram transferidos para outros hospitais, especialmente o Hospital Universitário Mário Palmério. Tomara que não seja preciso usar o HR, mas, pela movimentação das autoridades de saúde do município, a expectativa caminha em sentido contrário, apontando para uma explosão no número de casos.

Responsabilidade já
Capitão de Fragata da Marinha Antônio Veneu Jordão, especialista em gestão de risco e assessor especial da Reitoria da UFTM, publica hoje no JMOnline artigo onde critica duramente algumas lideranças empresariais nacionais que andam desdenhando o isolamento social para evitar a propagação do coronavírus. Esta semana empresários como Roberto Justus, Luciano Hang, da Havan, e Luizinha Trajano, do Magazine Luiza, usaram as redes sociais para dizer que a pandemia de empresas fechadas será pior que a do coronavírus no Brasil.

Única salvação
No artigo (que sugiro a leitura), o Capitão Veneu Jordão destaca que “reduzir severamente a aglomeração de pessoas é fundamental, neste momento, para reduzir o contágio e possibilitar o atendimento de saúde aos infectados mais graves.” O capitão vai além: “Sacrifícios econômicos serão necessários a todas as nações, e alternativas estão e estarão surgindo para melhorar a resposta da sociedade à pandemia”.

Vulnerabilidade no foco
Em entrevista à Rádio JM 95,5 FM, o economista Sérgio Martins (ex-Caixa) defendeu a criação de mecanismos de sobrevivência para a população carente, quando essa pandemia passar. “Os pobres vão sofrer mais e a crise deve aprofundar a desigualdade social” - acredita o economista.

Medidas necessárias
Na opinião de Sérgio Martins, algumas medidas precisam ser tomadas para evitar o caos na economia. Tirar o teto dos gastos públicos é uma delas. Outra: aumentar a musculatura dos programas assistenciais, como Bolsa Família, por exemplo. Paralelamente, ele defende a criação de linhas de financiamento a juros baratos ou até sem garantia de pagamento futuro, para beneficiar pequenos empresários, mediante compromisso de manutenção dos empregos.

A sete chaves
Ninguém quer saber de falar a respeito do assunto, mas nos bastidores comenta-se que uma pesquisa encomendada por grupo de empresários teria apresentado resultados surpreendentes. E desalentadores para alguns pré-candidatos do governo municipal. Se for mantido o calendário eleitoral, o quadro de candidaturas poderá não confirmar os nomes que hoje estão na mídia como cabeças de chapas. A conferir.

Queda de braço
Depois que o Governo de Minas recorreu ao Judiciário para retomar o controle do serviço de regulação de leitos, a Prefeitura de Uberaba acelerou o passo. O prefeito Paulo Piau instituiu agora à noite o Complexo Regulador Municipal da Secretaria Municipal da Saúde de Uberaba. “A medida serve para estabelecer governança pública sobre o acesso aos leitos hospitalares do SUS, em caráter eletivo ou de urgência, bem como as consultas ambulatoriais. A intenção é garantir a organização e o ordenamento do acesso da população de Uberaba e referenciada, conforme Programação Pactuada Integrada - PPI”, explica nota oficial da PMU sobre o assunto.

A coordenação do Complexo deverá ser confiada a servidor efetivo, preferencialmente da carreira de analista em regulação, auditoria e fiscalização de saúde. A Regulação estará subordinada diretamente ao secretário Municipal da Saúde.

Não é de hoje que o Município e o Estado vêm divergindo sobre a regulação de leitos. Mas, cá entre nós, depois que o município assumiu esse serviço a situação melhorou muito para os pacientes de Uberaba.
 

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