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Lídia Prata
Bruno Campos TÁ EM ALTA 05/05/2022



Doutor Estranho 2 chega aos cinemas e "loucura" mesmo é não assistir a esse multiverso


"Doutor Estranho no Multiverso da Loucura" está em cartaz nos cinemas | Foto: Divulgação

Finalmente a espera acabou! Chega às telas de cinema, nesta quinta-feira (5), o segundo filme solo estrelado por Benedict Cumberbatch, sob o manto de um dos mais poderosos personagens do universo Marvel, o Doutor Estranho. O longa que passeia pela ação, drama, com pitadas de terror e um teor um tanto quanto violento, tem no nosso querido Mestre das Artes Místicas uma das grandes apostas do MCU para se consolidar como um sucesso de bilheterias em 2022, com uma arrecadação estimada em mais de 300 milhões de dólares durante seu primeiro fim de semana em cartaz ao redor do globo.


Sam Raimi é o responsável pela direção do longa, diretor também dirigiu trilogia do Spider Man

O DIRETOR

As esperanças e expectativas acerca do filme já rondam os fãs há algum tempo e o diretor do longa só fomentou ainda mais esse anseio. Durante entrevista concedida à Rolling Stone, publicada esta semana, o diretor Sam Raimi foi categórico ao afirmar que iria "ensinar essas crianças como se faz um filme de super-herói".

Raimi, que já tem experiência com o universo Marvel, uma vez que dirigiu a trilogia do Spider Man vivido por Tobey Maguire, não mediu esforços para realizar aquilo que prometeu. Aos que garantiram seus ingressos para a pré-estreia e puderam assistir ao filme, ficou nítido que Sam realmente cumpre o que promete. O longa se desprende das correntes de um clima romantizado e lúdico dos super-heróis, habitando no sombrio.

Aos que estiveram nas salas de cinema, se depararam com um roteiro que não agradaria a todos os lares, fugindo do esperado para um filme da categoria. Apesar de fantasioso, o Doutor Estranho de Sam Raimi escancara ao telespectador dores, anseios e situações extremamente reais e palpáveis, como a perda, a dor da morte e o sentimento de quem precisa encarar de frente uma traição.


Stephen Strange conhecido como Doutor Estranho enfrenta uma aventura ao longo dos multiversos | Foto: Reprodução 

O FILME

Uma das regras primordiais aos que tem como programação do fim de semana assistir a "Doutor Estranho no Multiverso da Loucura", com certeza é não piscar. Este é um daqueles filmes que te coloca dentro do universo em que se passa, onde você se sente tensionado. Um filme onde um mundo de possibilidades acontece bem em frente aos seus olhos e qualquer desvio mínimo de atenção que seja, pode lhe custar momentos de extrema relevância. No longa, vemos um enredo construído por pequenos detalhes, que tecem uma teia de drama e desdobramentos que te fazem questionar de que lado você está.




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Repleto de referências a outros filmes da Marvel, o Multiverso da Loucura é marcado por encontros e reencontros. O longa abraça com afago os saudosistas, que podem, mesmo que brevemente, rever algumas figuras emblemáticas do MCU, além de apresentar algumas caras novas que acredito que serão vistas novamente em outras produções. Ao mesmo tempo que o novo Doutor Estranho fecha ciclos, ele também abre um leque de novas oportunidades para o MCU.


Elizabeth Olsen no papel de Feiticeira Escarlate | Foto: Reprodução

"EU NÃO SOU UM MONSTRO"

Nesta nova aventura, Stephen Strange enfrenta uma das, se não a figura mais poderosa de todo o universo Marvel, a Feiticeira Escarlate. A atriz Elizabeth Olsen entrega, mais uma vez, uma atuação impecável, o que faz com que ora Wanda, ora Feiticeira Escarlate, dê o tom da transição do clima que a cena pede.

A personagem é a responsável por carregar sobre sua pontiaguda coroa o tom sombrio que o longa traz. Entretanto, a dualidade não fica só sob a responsabilidade de Olsen, ela também nos abarca e leva quem assiste ao filme, a questionar se realmente a motivação da Feiticeira para tomar certas decisões não é, no fundo, extremamente válida e plausível. Será mesmo uma vilã ou apenas uma pessoa, assim como nós, mas que foi tomada em angústia? Afinal, para muitas pessoas, as noites sempre são um sonho, mas as manhãs, um verdadeiro pesadelo.


Por vezes a personagem de Elizabeth Olsen fará com que você se questione sobre ela ser mesmo a vilã | Foto: Reprodução

É uma característica muito presente nos antagonistas da Marvel. Quase sempre, eles vêm acompanhado dessa pitada humanizada, que aproxima o espectador da personagem. Mais do que com os heróis, a Marvel faz com que percebemos que todos temos uma proximidade com os que deveriam ser os ‘vilões’. Os filmes do MCU fazem com que a gente se veja nestes personagens, que aconteça uma identificação e no novo longa, não seria diferente.


Em uma das cenas, Doutor Estranho, America Chavez e Christine Palmer ficam estarrecidos com o que encontram | Foto: Reprodução

ENCARE SEUS MEDOS

Se você ainda está em dúvidas sobre ir ou não aos cinemas, o conselho que posso te dar é: vá sem medo. O filme tem a medida certa para lhe prender na poltrona, segurar sua atenção e fazer com que você mergulhe em pelo menos 73 universos diferentes, descobrindo infinitas possibilidades e existências. É um longa que mescla o horror da perda de uma das personagens com o tom cômico do sarcasmo inoportuno de outro. “Doutor Estranho e o Multiverso da Loucura” serve um verdadeiro banquete, desses que fazem com que quem deixe a sala de cinema, saia dali completamente satisfeito, mas com um espacinho para o que está por vir. Então abra os olhos, sejam eles quantos forem, e fique ligado para não perder essa chance.
 

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do JORNAL DA MANHÃ.
O conteúdo é de responsabilidade exclusiva do autor.

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