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Lídia Prata
Joanna Prata AGRO EM DIA 02/08/2021


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Triângulo e Alto Paranaíba registram perdas de mais de 20% nas plantações

Após as fortes geadas que ocorreram em junho, foi perdida cerca de 22% da área plantada de café no Triângulo Mineiro. Dos 180 mil hectares de cafezais, 40 mil hectares registraram perdas. A região é a segunda maior produtora de café em Minas Gerais. Os dados são da Emater-MG. Foi a pior geada para a cafeicultura desde 1994, conforme André Luís Fernandes, pró-reitor de pesquisa da Uniube e responsável por inúmeras publicações sobre o cultivo do grão. As plantas que foram prejudicadas podem levar até dois anos para se recuperar. 

O Brasil é responsável por 40% do café plantado do mundo, Minas Gerais planta 50% da produção no país. Conforme o professor André Luís 10% do café consumido no mundo sai daqui da região do Triângulo Mineiro e Alto Paraíba. São 2 milhões de hectares de plantações de café no país, no mundo todo o Brasil é responsável por 40% do café consumido.

A safra atual do café já era esperada um número menor de sacas devido à bienalidade, a cada dois anos a planta produz uma maior quantidade.  O professor André Luiz explicou que a perda dos cafeicultores têm um grande peso devido ao cultivo da planta ser de longo prazo. “Se pegou o frio intenso e morreu o pé, aí é preciso erradicar a planta. Desde a semente até a primeira produção, no café de sequeiro leva em média três anos e meio. E para isso se gasta mais ou menos R $30 mil por hectare. Imagina gastar isso por hectare e em uma geada perder tudo?”, indagou o professor.




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O impacto da perda da safra consequentemente vai chegar ao consumidor brasileiro. O café colhe uma vez por ano e a safra de 2021 termina de ser colhida em agosto. Conforme o professor André Luís a saca que estava sendo vendida por R$ 700,00 e já alcançou a cifra de R$ 1mil. “O problema maior é pra frente. A próxima fase do café é a florada em setembro, as previsões todas indicam que a chuva vai atrasar novamente. Se as previsões se concretizarem muito produtor vai sofrer muitas perdas, porque esse próximo semestre é pra ser o momento para se recuperar da geada, os que não usam irrigação que são cerca de 80% terão um prejuízo maior do que já teve”, finalizou o professor. 

 

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do JORNAL DA MANHÃ.
O conteúdo é de responsabilidade exclusiva do autor.

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