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Uberaba, 07 de dezembro de 2021 -

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Lídia Prata
Joanna Prata AGRO EM DIA 14/06/2021


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Seca leva a perda de até 55% da safrinha de milho em Uberaba e prejuízos já são sentidos na produção de proteína animal

A seca já sinaliza prejuízos
A semana que passou foi marcada por anúncio dos prejuízos nas lavouras pela seca, que já vem dando sinais que será severa este ano. A colheita do café, que pode durar até setembro, tem apontado para queda de produção causada pela falta de chuva. No levantamento da Safra 2021 divulgado Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a previsão é uma queda de 32,6% na produtividade. A bienalidade negativa combinada com as condições climáticas desfavoráveis fizeram com que a produtividade média caísse 29,3%, com rendimento estimado em 23,5 sacas por hectare, ante as 33,3 sacas registradas na temporada anterior. Apenas aqui na região do cerrado mineiro, que além de Uberaba incluiu mais 54 municípios, são 4.500 produtores do grão responsáveis pelo cultivo de 234 mil hectares de lavouras de café. Minas Gerais é o maior produtor de café do país, 71% da produção do café arábica do país é produzida no Estado. A região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba são responsáveis por 25,4% do café plantado em Minas Gerais.




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Grão a preço de ouro
O Conselho Gestor de Previsão de Safra em Uberaba divulgou na semana passada que pode solicitar ao Governo Municipal que decrete Situação de Emergência ou Calamidade para a safrinha de milho no Município. Devido a falta de chuva as perdas podem chegar a 55% das lavouras. Outro fator que prejudicou a safrinha foi o plantio tardio, em razão do atraso na colheita da soja, que também teve o atraso esperando melhores condições climáticas. A medida é uma ferramenta que pode socorrer os produtores, que conforme previsão legal os prazos para o pagamento de financiamentos podem ser estendidos. A estimativa do Conselho, agora em 2021, apontava para o plantio de 25 mil hectares de milho safrinha em Uberaba. A estimativa do Conselho, agora em 2021, apontava para o plantio de 25 mil hectares de milho safrinha em Uberaba. O preço do milho está em alta no mercado. Até maio, o grão teve uma alta de 31,25%, e no acumulado dos 12 meses o milho alcançou o impressionante número de 105,51% de valorização no mercado. Como o preço já anda alto ele tende a subir mais ainda, baseado na lei de oferta e demanda.

Efeito cadeia
O milho compõe a ração de basicamente todos os animais de corte, a nutrição animal pode ser responsável por até 70% do custo de produção de um animal. A saca de 60 quilos de milho atualmente já gira em torno de R $100,00. Os indicadores do Centro de Estudos Avançados em Economia da ESALQ/USP demonstram que, enquanto, no início de 2021 a venda de um quilo de boi gordo possibilitava a compra de 14,82 quilos de milho, em maio o pecuarista conseguia apenas 13,01 quilos do insumo. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a venda de um quilo de boi rendia 15,08 quilos de milho. “Quem confina gado de corte vai ter um custo maior, isso vai gerar um sucessivo aumento em cadeia que vai chegar ao consumidor final. Não é só um prejuízo direto para quem plantou o milho e perdeu, isso vai até o consumidor final porque o milho é base da ração para quem confina. Essa base da carne de corte geralmente vem de confinador” explicou João Henrique Vieira da Silva, advogado especialista em questões agrárias e assessor jurídico do Sindicato dos Produtores Rurais de Uberaba.

Plano B
O sorgo pode ser uma boa opção como base para ração dos animais nesse inverno, já que as previsões indicam que será bem seco. O responsável técnico pela fábrica de rações da Cooperativa dos Empresários Rurais do Triângulo Mineiro (Certrim), o zootecnista Cristiano Farah, orienta que o cereal é uma boa substituição quando o valor do quilo corresponde a 70% do preço milho. "O valor nutricional do milho e do sorgo são muito próximos, chega a 90%", explicou Cristiano. Atualmente, a saca de sorgo gira entre R$68,00 e R$75,00.

O Agro é Solidário

ABCZ do Bem – A Associação Brasileira de Criadores de Zebu, por meio de parcerias com produtores rurais de Uberaba, principalmente do bairro rural de Peirópolis, semanalmente tem arrecado e distribuído alimentos perecíveis. Alimentos como frutas e legumes são entregues por voluntários para entidades beneficiadas que inclui asilos, APAE, grupos de apoio de voluntários no apoio e na produção de refeições para famílias carentes e pessoas em situação de rua, e até mesmo hospitais, compõem um cadastro criado pela Associação, sendo os beneficiados acompanhados por uma comissão para garantir a destinação correta das doações

Agro Solidário SRU – O Sindicato dos Produtores Rurais de Uberaba continua com a campanha de arrecadação de doações de alimentos. A meta é arrecadar 10 mil cestas básicas que serão entregues para 11 entidades. Além dos alimentos, o SRU também recebe doações em dinheiro através de depósitos bancários identificados, feitos na conta do Agrosolidário -SRU para atender as necessidades específicas das entidades beneficiadas, como fraldas, medicamentos, dentre outros itens. Quer ajudar? É só ligar no número 3334-6500 e falar com a Pollyana que ela irá passar todas as informações. A campanha vai até o dia 15 de julho.


** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do JORNAL DA MANHÃ.
O conteúdo é de responsabilidade exclusiva do autor.

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