JM Online

Jornal da Manhã 48 anos

Uberaba, 24 de julho de 2021 -

BUSCAR EM TODAS AS SEÇÕES BUSCAR
Buscar

Colunas

Lídia Prata
Luiz Ciabotti Neto SOBRE RODAS 23/03/2021


Continua depois da publicidade


"Estamos aniquilados", diz presidente da federação das concessionárias de veículos

Jornal do Carro/Grupo Estadão/Diogo de Oliveira

Diante de um novo lockdown, presidente da Fenabrave avisa que “conta não fecha” e que concessionárias podem falir se não abrirem e arremata:

“NÃO ESTAMOS MAIS SUPORTANDO NÃO TRABALHAR. É FATO QUE NÃO HÁ AGLOMERAÇÃO EM NOSSAS CASAS. NÃO HOUVE SEQUER UM REGISTRO DE MORTE RELACIONADO A UMA CONCESSIONÁRIA”

 

O Sobre Rodas transcreve a matéria divulgada pelo Jornal do Carro do Grupo Estadão, sob a batuta do jornalista Diogo de Oliveira aonde o presidente da FENABRAVE faz um apelo dramático pedindo a volta ao trabalho antes que as revendas quebrem e milhares de empregos desaparecem num piscar de olhos. Vejam a matéria

FALÊNCIA DAS CONCESSIONÁRIAS

Enquanto o Brasil caminha para um colapso hospitalar por causa da disparada dos doentes de Covid-19, crescem as incertezas quanto ao impacto econômico do fechamento dos grandes centros. Em conversa com o Jornal do Carro, Alarico Assumpção Jr., presidente da Fenabrave, alerta para a iminente falência de concessionárias com o novo lockdown.

TEMOS QUE TRABALHAR PRESERVANDO VIDAS

“Será que o governo atenta para quantos CPFs existem por trás dos CNPJs? Estamos aniquilados, precisando tomar soro. Temos que trabalhar, que retomar, mas preservando vidas sempre. Não temos liquidez, tampouco previsibilidade nesse momento”, desabafa o líder da Federação Nacional da Distribuição de Veículos.

MOMENTO COMPLEXO

Para Alarico Assumpção Jr., o momento atual é bem mais complexo do que há um ano. Além da falta de componentes essenciais, o que fez a GM e a Honda paralisarem suas fábricas, as concessionárias estão proibidas, portanto, de abrir as portas em vários estados, mesmo cumprindo protocolos sanitários. Para completar, o ICMS disparou em São Paulo.




Continua depois da publicidade


COMO VAMOS PAGAR AS CONTAS?

“Como vamos pagar a conta? Não fecha. Tem custo de estrutura, quadro de colaboradores, pagamos outros impostos. Não tem orçamento e operação que comporte este cenário. O que poderá ocorrer é a migração de clientes para outros estados (por causa do ICMS), o aumento da informalidade e, por fim, a falência das empresas e o desemprego”, alerta Alarico Assumpção Jr.

7.300 CONCESSIONÁRIAS E 320 MIL EMPREGOS DIRETOS

Segundo o presidente da Fenabrave, o país tem atualmente 7.300 concessionárias presentes em 1.050 municípios e responsável, dessa forma, por 320 mil empregos diretos. Deste total, 1.800 revendas ficam em São Paulo, que responde, assim, por quase 30% dos negócios. “Esses dados serão revelados em breve”, promete Alarico Assumpção Jr.

A OFICINA É ESSENCIAL

Para Alarico Assumpção Jr., não faz sentido impedir as concessionárias de abrirem durante o lockdown, uma vez que são cumpridos os mais rigorosos protocolos sanitários anti-Covid. O líder da Fenabrave também diz que a oficina é essencial para atender o transporte de alimentos, de equipamentos hospitalares, polícia e ambulâncias, entre outros serviços básicos.

IREMOS CUMPRIR A LEI

Mesmo contra a nossa vontade de estar trabalhando, a rede irá cumprir as leis estabelecidas. Ou seja, o lockdown será feito, embora não estejamos de acordo com as medidas adotadas. Quem dera tivessem filas para comprar carros! Mas não é o caso. Trabalhamos no mais alto padrão para preservar a vida dos clientes, bem como dos funcionários”, garante Alarico Jr.

MAIS DE 60% DAS VENDAS ONLINE EM 2020

Segundo Alarico Assumpção Júnior, as vendas feitas por meio de ferramentas digitais responderam por mais de 60% dos negócios fechados em 2020. Assim, foram de extrema importância para o resultado final, com queda razoavelmente menor que a projetada de início. Em 2021, o presidente da Fenabrave acredita que a venda online seguirá crescente.

A VENDA PRESENCIAL É INDISPENSÁVEL

Contudo, Alarico Assumpção Jr. ainda vê a venda presencial como indispensável. “A internet é uma ferramenta extraordinária, mas não veio para substituir a venda presencial. O Brasil tem muitas regiões com características e culturas diferentes. Temos pessoal treinado e experiência nisso. Não é só ter o dinheiro e abrir uma loja”, garante.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do JORNAL DA MANHÃ.
O conteúdo é de responsabilidade exclusiva do autor.

Continua depois da publicidade

Leia mais



DESENVOLVIDO POR Companhia da Mídia