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Lídia Prata
Raiane Duarte PARALELO MERIDIANO 25/03/2021


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Como uma vida de objetificação causou a morte de MARILYN MONROE?

Foto/Bert Stern

 

Dias antes de sua morte, Marilyn Monroe posou para seu último ensaio fotográfico, na época ela já estava passava por problemas sérios de depressão

O nome de Marilyn Monroe foi consolidado na história como a mais bruta representação de símbolo sexual. A construção do mito ultrapassou qualquer outra singularidade que Norma Jeane Mortenson, seu verdadeiro nome, pudesse oferecer. Com um passado de abandono, infância em orfanatos e até abuso sexual, Marilyn viu na publicidade uma chance de ganhar espaço e se aproximar do sonho de se tornar uma atriz reconhecida, digna créditos e pápeis de relevância. Contudo, apesar de todo o esforço e espaço na mídia, a artista acabou ligada à personagens que reforçavam o estereótipo de “loira burra”.   

Conheça a história: 

Diferença escancarada de salário

A diferença salarial entre Monroe e outras atrizes, não tão sexualizadas, era estarrecedora. Na comédia “Os Homens Preferem as Loiras”, Marilyn e Jane Russel protagonizaram duas amigas. Todavia, Marilyn recebeu aproximadamente 1/10 do valor do salário de Russel. Mais no final de sua vida, Marilyn Monroe, trabalhava no filme “Something's got to give” da Fox, que nunca foi finalizado, ganhando cerca de U$100 mil. Enquanto isso, nos mesmos estúdios, o estrondoso Cleópatra era produzido, rendendo um salário de U$ 1 milhão para  Elizabeth Taylor. Outro caso de discrepância que pode ser citado era em relação à Audrey Hepburn, que recebeu um salário de US$ 750 mil por sua atuação em Bonequinha de Luxo. 




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Suicídio? 

A história de Marilyn não tem realmente um ponto final, pois, com sua morte, ela se transformou de fato em um mito, uma lenda imortalizada. Quanto ao fim biológico, ela foi encontrada sem vida, em sua casa na Califórnia, em 5 de agosto de 1962, aos 36 anos,  segurando o telefone. Do seu lado repousava um frasco de remédios tranquilizantes. O triste óbito da estrela gira em torno de três hipóteses; a mais sugestiva é o suicidio, a segunda é acidente, como se ela tivesse esquecido que já tivesse bebido os remédios e tomado novamente, e a terceira e mais mirabolante, é que ela tenha sido assassinada para que o caso com John Kennedy, então presidente dos Estados Unidos, fosse silenciado.  

Tributo

É inegável que Marilyn era muito mais do que apenas um símbolo sexual, apesar de o movimento feminista não existir de fato na época e na época de sua morte ela ainda ser tida como uma figura manipulada por Hollywood, a mulher conseguiu marcar a história, sendo apresentada também como sinônimo de liberdade, ousadia e modernidade (mesmo que contornada pela maldição da opressão e objetificação).


 

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do JORNAL DA MANHÃ.
O conteúdo é de responsabilidade exclusiva do autor.

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