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Lídia Prata
Raiane Duarte PARALELO MERIDIANO 04/03/2021


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Mês da Mulher: Como a pandemia mudou a vida das vítimas de violência doméstica

Foto/Reprodução

Viviane Arronenzi foi brutalmente assassinada em uma via pública na frente das filhas pequenas

Ana Márcia Gomes Santiago, 41 anos, foi assassinada pelo marido dentro de casa na cidade de Belo Horizonte, em novembro de 2020. Ele deu queixa na polícia do desaparecimento dela, fingindo não saber o que havia acontecido, quando na verdade já tinha ocultado o corpo no rio Paraopeba. A juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, 52 anos, foi morta a facadas pelo ex-marido, na véspera do Natal de 2020, na frente das três filhas, no Rio de Janeiro. 

Bianca Lourenço, 24 anos, desapareceu no início do ano, no Rio de Janeiro. Seu corpo foi encontrado boiando em uma praia, completamente mutilado, sendo reconhecido pelas tatuagens. O principal suspeito é o ex-namorado, um traficante da região. Dias antes o pai da jovem tinha implorado para que o rapaz lhe entregasse o corpo da filha. A transexual Duda dos Santos, de apenas 19 anos, levou cinco tiros de um cliente que discordou do valor do programa, na madrugada de 02 de fevereiro de 2021, em Santa Catarina.

Estes, são apenas recortes da violência contra a mulher que contornam o Brasil de Norte a Sul. De acordo com o Atlas da Violência de 2020, uma mulher foi assassinada no Brasil a cada duas horas. Na próxima segunda-feira (08), o calendário é marcado pelo Dia Internacional da Mulher, data, que além de comemorativa, também é de reflexão. Vale ressaltar ainda que ano de 2020 construiu um cenário até então nunca visto na vida das mulheres: a pandemia. 




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E, em um país onde a violência contra a mulher segue sendo uma área que carece de atenção, é importante fazer uma análise sobre como as vítimas de violência doméstica foram afetadas. O vírus da Covid-19 traçou um cenário paralelo; o número de crimes diminuiu, levando a crer que as subnotificações aumentaram. O que isso quer dizer? Que as mulheres deixaram de denunciar. 

Confira um traçado da violência contra mulher e do feminícidio durante a pandemia, no vídeo abaixo: 

A nova coluna do JM Online, Paralelo Meridiano, será publicada todas às quintas-feiras com vídeo e texto, então também já inscreva no canal para não perder nenhum conteúdo. Mais conteúdo no Instagram @paralelo.meridiano!

 

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do JORNAL DA MANHÃ.
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