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Uberaba, 21 de outubro de 2021 -

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Lídia Prata
Renato Abrão RENATO ABRÃO 03/10/2021


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O Outubro Rosa chegou; conheça a história da mamografia

Bom dia, leitores do Jornal da Manhã. Estamos entrando no mês mais importante na prevenção ao câncer de mama. Esse  também é o mês em que mais escutamos: “doutor, não existe outro método que substitui a mamografia”. Então, decidi contar um pouco da história da mamografia e mostrar como ela ajudou a criar a maior campanha contra o câncer de mama: Outubro Rosa. 
 
Essa história se iniciou em 1913 com Albert Salomon, um cirurgião alemão, que publicou estudos radiológicos demonstrando a possibilidade de correlação anatomorradiológica e patológica das doenças da mama com diferencial de afecções benignas e malignas. Após um período de latência, em 1949, Raul Leborgne revitalizou o interesse pela mamografia, chamando a atenção sobre a necessidade de qualificação técnica para o posicionamento e parâmetros radiológicos utilizados. Ele foi o pioneiro na melhoria da qualidade da imagem, além de dar ênfase especial ao diagnóstico diferencial entre calcificações benignas e malignas. 
 
Já na década de 60, enquanto assistíamos o homem chegar a Lua, Robert Egan, utilizando filmes Kodac eespeciais, desenvolveu uma técnica de alta miliamperagem, com baixa quilovoltagem, que levou a um novo patamar de qualificação das imagens de mamografia, relatando os primeiros 53 casos de câncer mamário ocultos, detectados em 2.000 exames mamográfico realizados por ele. 
 



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Em 1965, Charles Gross, de Estrasburgo, França, desenvolveu as primeiras unidade móveis dedicadas à mamografia. Estes aparelhos tinham um tubo de raios X de molibdênio com 0,7 mm de ponto focal, proporcionando elevado contraste diferencial entre parênquima, gordura e microcalcificações. 
 
Em 1974 apareceram os primeiros resultados sobre rastreamento mamográfico e sua capacidade em diagnosticar câncer minimante invasivo, sendo consolidado em 1985 através de um grande estudo de rastreamento mamográfico com 134.867 mulheres entre 40 e 79 anos, verificaram redução de 31% de mortalidade. 
 
 
 

 

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do JORNAL DA MANHÃ.
O conteúdo é de responsabilidade exclusiva do autor.

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