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Lídia Prata
Renato Abrão RENATO ABRÃO 15/12/2019

Bom dia, leitores do Jornal da Manhã! Dando continuidade aos nossos temas voltados a fatos e mentiras envolvendo o câncer, em especial o câncer de mama, hoje vou discutir um pouco com vocês sobre o papel medicinal da maconha e se ela é ou não uma ferramenta útil no combate ao câncer. 

A maconha tem duas principais substâncias: o tetrahidrocannabinol (THC) e o canabidiol (CBD). O THC é o principal componente ativo e grande responsável pelos efeitos alucinógenos. Já o CBD tem efeitos múltiplos dentro do corpo e encontra-se presente inclusive em alguns tipos de tumor.

Apesar de muito se discutir sobre o assunto e, inclusive, o seu uso já estar aprovado em muitas partes do mundo não só para fins terapêuticos, mas também recreativo, a conclusão médica é a que falta informações clínicas que possam garantir o benefício e segurança de seu uso na oncologia.

Até o momento, as principais funções do uso do maconha na conduta terapêutica do paciente oncológico são na ajuda no manejo da dor, no controle de efeitos colaterais da quimioterapia, como náusea e vômitos, e para ajudar com a ansiedade e depressão.

Em relação ao câncer de mama propriamente dito, um estudo americano recente demostrou que o uso da maconha pode impedir que o câncer de mama se espalhe, ou seja, se torne metastatico. Isso ocorre pelo bloqueio de gene Id-1, responsável pela capacidade de invasão do tumor em outros órgãos. Porém precisamos ainda saber qual a dose ideial de CBD é necessário para o controle do câncer de mama sem que desencadeie efeitos adversos alucinógenos.

A maconha, em especial seu componente denominado CBD, é muito promissora no campo da oncologia, necessitando de novos estudos para confirmar os que acreditamos ser fato, e para ajustarmos o máximo possível a sua dose.

Um bom domingo a todos e até a próxima!

 

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