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Uberaba, 17 de setembro de 2019 -

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Lídia Prata
Renato Abrão RENATO ABRÃO 02/06/2019

Bom dia, leitores do Jornal da Manhã!

O tema que iremos abordar hoje, e que há anos circula em comunidades virtuais será: verdade ou mito que a realização da mamografia periódica eleva o risco de câncer de tireoide?

É uma FAKE NEWS!

A radiação produzida pelo exame de mamografia é mínima e praticamente toda direcionada às mamas, chegado uma quantidade irrelevante de radiação a outros órgãos. Ainda mais com os novos aparelhos que reduzem em mais de 30% a radiação liberada em comparação àqueles de décadas atrás.

A afirmação que relaciona a mamografia com a ocorrência do câncer de tireóide disseminou nas redes sociais e a autoria do artigo foi, por várias vezes, relacionada ao dr. Dráuzio Varella. Porém, o mesmo já desmentiu essa informação. Além disso, os Colégios Brasileiro e Americano de Radiologia não somente condenaram o assunto, como também contra indicam o uso de protetor de tireoide durante o exame de mamografia. O que percebemos é que há um claro exagero, despreparo e interesses escusos nessas críticas.

Muitas pessoas não sabem, mas a mesma radiação presente em um exame de imagem, está presente no meio ambiente. Em países industrializados, cada pessoa recebe em media uma dose de radiação ionizante de 3,0 mSv ao ano. A dose de radiação de um exame de mamografia é de 0,7 mSv. E para que uma dose de radiação/ano seja capaz de causar uma mutação celular, levando ao risco de desenvolver o câncer, ela tem que ser superior a 10 mSV/ano. O que isso nos mostra é que o exame de mamografia não aumenta o risco de câncer de tireoide e de nenhum outro tipo de câncer. Mesmo quando se faz necessário refazer o procedimento num intervalo menor que 1 ano, não aumenta o risco de desenvolver uma neoplasia.

O que precisamos disseminar nas redes sociais é que a mamografia salva vidas, reduzindo a mortalidade de mulheres assintomáticas que são efetivamente rastreadas em até 40%. Isso se dá através do diagnostico precoce do câncer de mama proporcionando as pacientes taxas de cura superiores a 85%. E quanto ao câncer de tireoide, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a taxa de incidência dessa neoplasia tem aumentado cerca de 1% ao ano na maioria dos países do mundo. Mas, isso se deve ao fato de que o exame que detecta o tumor está sendo realizado com mais frequência, e não por exposição a radiação ionizante liberado pela mamografia.

Espero que tenha ajudado a acabar com mais um mito!

Bom domingo a todos!

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