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Uberaba, 11 de abril de 2021 -

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Lídia Prata
Virgínia Abdalla VIRGÍNIA ABDALLA 10/03/2021


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Como você mudou neste último ano de pandemia no Brasil?

Colaboração Alexandre Cury

Semana da Mulher

Entrevista da semana 

Perguntamos: 

Como você mudou neste último ano de pandemia no Brasil?

Confira o que as nossas entrevistadas responderam:

Depois de 1 ano, parar e pensar em tantas mudanças que nos ocorreram, pessoal e profissionalmente, acredito que não exista alguém no mundo que não tenha aprendido alguma lição importante.

Apesar das frustrações e do sentimento de termos deixado várias das nossas vontades de lado, é importante a consciência de que é preciso viver um dia de cada vez, estar presente no aqui e agora e entender que a pandemia veio para ensinar (e muito!). O momento atual nos traz a oportunidade de expandir nossa mente, exercitar o altruísmo, valorizar e se preocupar com o outro. Nós sabemos que tudo isso vai passar e que, ao final, sairemos desse momento de crise como seres humanos melhores, mais resilientes e fortalecidos.

Nesse último ano, em meio a tantas mudanças e inseguranças, busquei desenvolver, a cada dia, novas habilidades, criar redes, estabelecer conexões e me reinventar. O fato de ser mulher e jovem empreendedora já é um grande desafio. Em meio à pandemia, então, as dificuldades só aumentaram. Mas utilizei todos esses impasses como combustível para meu crescimento, pessoal e profissional, com a certeza de que o caminho é árduo, mas cada conquista, por menor que seja, é gratificante.

Amanda Di-Tano – Advogada

Foto/Geraldo Henrique




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A pandemia da Covid-19 fez com que as pessoas do mundo se olhassem por dentro e permanecessem em casa. Em relação ao estilo de vida, a restrição social nos levou a uma redução importante nos níveis de atividade física, o que é muito ruim para a saúde mental. Na verdade, chega até a ser mais necessária já que a atividade física contribui para a produção dos hormônios e neurotransmissores do bem-estar. Estes nos ajudam a estar sempre bem, dispostos e contentes. No início, o hábito de assistir à televisão (séries) aumentou, assim como a instalação de aplicativos no celular, pois facilitou muito a solução das atividades diárias. Outra mudança que acredito que tenha ocorrido refere-se à alteração dos hábitos alimentares. Aumentamos as compras em supermercados e estoque doméstico de alimentos de alta densidade energética, como batatas fritas, pipoca, chocolate e sorvete. Mas, depois, conseguimos normalizar e diminuir o consumo desses alimentos. Começamos a cozinhar, e gostamos; era um hábito que não tínhamos. Minha mãe falava que a cozinha aquece a casa, é a alma; hoje percebo a grande verdade nas suas palavras. No geral, estamos mais caseiros, tivemos tempo de nos olharmos mais. O lado bom da pandemia é que as famílias estão se cuidando.

Elizabete Nogueira – Dentista 

Creio que minha principal mudança foi aceitar o desafio que o choque da pandemia causou. Atenuar os danos gerando perspectivas com capacidade de manter a dignidade e, ao mesmo tempo, transformar o momento de dificuldade em aprendizado para melhorar, para Ser mais humana. A circunstância estabelece novos parâmetros e NOTAR o OUTRO nunca foi tão importante. O relacionamento (mesmo à distância) nunca foi tão oportuno para a prática do bem comum e desfrutar desta experiência com sabedoria nos enriquece consideravelmente. Marco Aurélio, imperador estoico, disse: “Nada acontece ao homem que não seja próprio do homem”. Desejo que esta condição que nos é imposta sirva para percebermos o real valor da Vida”.

Liana Marzinotto – Relações Públicas do Hospital Dr. Hélio Angotti

Sabemos que estamos atravessando um momento incerto; algo que imaginávamos que seria mediano e passageiro se tornou algo prolongado e que nos contorna de medo, insegurança, numa situação sem previsão. Infelizmente, são tempos difíceis para todos, mas sempre acredito na ESPERANÇA e de que dias melhores virão, que esse é um sentimento que tem nos aflorado com muita intensidade. No entanto, tenho acreditado no quanto são importantes as pequenas coisas e no quanto elas podem fazer uma diferença enorme em nossas vidas. Refl ito que um sinônimo disso é que, se eu me proteger, protejo o meu próximo, as pessoas com quem convivo, pessoas que amo, então, reitero que em um simples ato estou fazendo por mim e pelos outros e aposto que nunca uma responsabilidade afetiva foi tão despertada em nós. O aprendizado geralmente é maior em situações que nos aflora e nos intensifica, e a minha mudança não foi apenas com minhas ações, mas, principalmente, no meu interior; desacelerei e dei mais importância ao conceito de que sozinhos não somos nada. Parecia ser um ano sem fim, que na verdade ainda não acabou. Rodeada de muito medo, poucas informações ou até mesmo contraditórias, que iam e vinham, sem saber, muitas vezes, o que fazer, me ausentei e, dentro da minha casa, do meu trabalho, tive que me reinventar e me transformar a cada dia no meu profi ssional, pessoal, comportamental e nos meus relacionamentos.

Natalie Silva - Empresária

 

 

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do JORNAL DA MANHÃ.
O conteúdo é de responsabilidade exclusiva do autor.

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