JM Online

Jornal da Manhã 47 anos

Uberaba, 06 de julho de 2020 -

BUSCAR EM TODAS AS SEÇÕES BUSCAR
Buscar

Colunas

Lídia Prata
IOC - Instituto do Olho e da Cartilagem IOC - Instituto do Olho e da Cartilagem 28/06/2020


Por: Quezia Rodrigues
 
Há uma grande variedade de plantas medicinais espalhadas pelo mundo. Essas plantas podem oferecer recursos preventivos e terapêuticos para uma infinidade de doenças. A Fitoterapia é a ciência do estudo dessas plantas e tem como objetivo principal estimular as defesas naturais do organismo. Existem estudos de fitoterápicos que podem ajudar a melhorar a resposta do sistema imunológico nesse momento de pandemia. Neste artigo vamos discutir sobre as evidências científicas de um fitoterápico chamado Echinacea.
 
A Echinacea possui nove espécies diferentes. As três mais estudadas são: Echinacea angustifolia, Echinacea purpurea e Echinacea pallida. Cada uma delas possui propriedades terapêuticas. A ação imunoestimulante é determinada pela fração polissacarídica conhecida como equinaceínas e equinacosídeos. Esses princípios ativos podem levar a um aumento do número de leucócitos, estimular a sinalização de macrófagos, com capacidade de fagocitar patógenos e promover o aumento de células NK (Natural Killer). Essas células são capazes de reconhecer e destruir, por exemplo, células infectadas por vírus. Estudos mostram um efeito imunoestimulante, anti-inflamatório, antioxidante, antiviral e antibacteriano. A atividade antiviral acontece devido à capacidade dessa planta de interagir com as vias metabólicas de macrófagos e na produção do interferon α e β, capazes de inibir a replicação do vírus dentro das células infectadas.
 
Preparações orais contendo extratos hidro-alcoólicos de Echinacea purpurea e da raiz de Echinacea pallida, administradas seis dias antes da exposição ao vírus Influenza A, expressam atividades imunomoduladoras, com um potencial de inibir a patogênese do vírus in vivo.
 
Podemos usar como fonte de extração dos princípios ativos as folhas, as flores e também as raízes. Existe a utilização de forma caseira, através de chás, ultradiluições, ou de forma mais segura e eficaz em produtos manipulados, como o extrato homogêneo da planta.
 
Nesta breve pesquisa científica concluímos que a Echinacea pode apresentar um potencial terapêutico no controle das doenças infectocontagiosas. Os estudos mais atuais têm sugerido esse efeito. Todavia, mais estudos randomizados e controlados, com um número maior de pacientes, devem ser realizados para comprovar essa hipótese. Echinacea pode ser mais uma opção terapêutica adjunta no controle da pandemia da Covid-19.
 
É importante ressaltar que esse artigo não tem como objetivo estimular uma autoprescrição. Independentemente do caso, é sempre importante consultar um médico ou um fitoterapeuta, para adequar o uso desta planta ao grau da patologia.
 
Referências: CATANZARO, Michele. et. Al. Immunomodulators Inspired by Nature: A Review on Curcumin and Echinacea. Molecules. 2018. MUSTAHSAN BILLAH, Md. et. Al. Echinacea. Chapter. 2018. GANJURI, M. DARAKHSHAN, S. TAGHIZAD, F. A Review on Pharmacological and Therapeutic Properties of Echinacea. Symbiosis. 2016.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do JORNAL DA MANHÃ.
O conteúdo é de responsabilidade exclusiva do autor.
DESENVOLVIDO POR Companhia da Mídia