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Uberaba, 02 de abril de 2020 -

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Lídia Prata
Raquel Ribeiro #FICADICA 16/02/2020

QUEM AMA CUIDA

Certo dia ouvi esta velha frase e confesso que fiquei intrigada. Afinal, será mesmo que com os títulos de posse de hoje em dia, alianças de compromisso e afins, quem ama realmente cuida?

Que atire a primeira pedra aquele que nunca teve aquela pontinha de ciúme e vestiu-se da carapuça do quem ama cuida. Já fui dessas, até o dia que entendi que quem ama realmente cuida, presta atenção em cada sinal que o outro dá. Sinônimo de amor é amar, e amar vai muito além do possuir, amar requer maestria e equilíbrio, sinceridade para com os seus próprios sentimentos. Tem haver com olhar nos olhos e sentir, não precisar falar o que no olhar já está explícito. Amar é querer estar junto, ser o ombro amigo, proteger e ser protegido, é estar lado a lado e poder cotar, gargalhar e partilhar. O amor em sua maioria é dono dos melhores sorrisos e fatalmente de algumas lagrimas, afinal somos humanos. Amar não é se encostar ou se acomodar, amar é querer e buscar a felicidade do outro mesmo que ao lado de outra pessoa. É cuidar bem das asas do outro para que ele possa sempre alçar grandes e lindos voos e que ao voltar para o ninho suas histórias e aventuras sejam tão felizes a ponto de o amor nunca faltar, muito menos se afastar por completo. Amar requer maestria, desprendimento e principalmente, segurança e fidelidade para com seus próprios sentimentos. Requer coragem para deixar a gaiola sempre aberta, diálogo claro para que as possíveis quedas sejam se não calculadas, ao menos, possíveis de reparos ao longo do caminho. É abrir, sarar e fechar as feridas. Quem descobre o amor verdadeiro, o amor, escancarado nos olhos, eu recomendo: cuide, mantenha a grama sempre aparada, cate as daninhas, apare as arestas e o deixe livre. Nunca vi amor bem cuidado e nutrido acabar. Quer testar? É só sintonizar olhar com olhar, caprichar no diálogo e deixar fluir. Para finalizar, se permita amar, a você e as pessoas como se não houvesse amanhã e principalmente, aceitando o amor tal qual ele é, complicado e perfeitinho, porque se você sente, foi feito para você, é seu e de mais ninguém, não perde quem se deixa ser amado e consequentemente sabe retribuir o amor que recebe.

POSSANTES A POSTOS

Em meio a apresentação das máquinas que compõe a linda engrenagem da F1 entre Piloto, equipe e seus respectivos possantes e a abstinência em que vivemos durante este período sem corridas de Fórmula 1 conseguimos nos distrair e divertir nem que seja um pouquinho com a Fórmula E. Para quem ainda não viu, vale uma espiadinha, ontem foi dia de corrida do México e hoje com certeza as reprises vão rolar soltas nos canais de esporte. Além disso na F1,  a novidade da semana é o cancelamento do GP da China, que pelo caos instalado no pais, com a epidemia do Corona Vírus, não será possível a realização do evento por tempo indeterminado. Ainda não sabemos quando, visto que será necessário sacrificar ou um pedacinho das férias dos pilotos no meio do ano, ou esticar a temporada no fim do ano, pegando também um pedacinho do período de recesso da galera, ou então afinar a viola e trabalhar alguns fins de semana seguidos. A última vez que uma prova da Fórmula 1 foi impactada por fatores externos foi em 2011, quando o GP do Bahrein, que abriria a temporada, acabou cancelado em meio aos protestos políticos no país.

THE OSCAR GO TO

Com certeza o Oscar da vida real vai para História de um Casamento. Disponível no Netflix, e uma excelente pedida para o seu domingão o filme foi indicado ao Oscar em seis categorias diferentes e levou a estatueta em uma delas. Um filme que merece ser discutido, principalmente pelos casais que o assistem. Nele fica claro que um divórcio não é o fim de um sentimento, mas a sua clara e nítida transformação. Enquanto o lado racional de Nicole e Charlie clamava por uma separação amigável, a realidade é outra. Se um casamento exige comprometimento, um divórcio é a sua negação. Anos de negligência inconsciente e seu consequente ressentimento falam mais alto. Nicole quer ficar em Los Angeles, Charlie está feliz em Nova York, os dois tem um filho e aí começam os problemas.

Além de Dern, Ray Liotta e Alan Alda formam a frente de intermediários que, cada um à sua maneira, busca um acordo entre um casal que nunca soube conversar. Entre eles, o filho vira uma demarcação de território, uma vitória a ser conquistada, e o amor se torna ódio e cada um precisa sobreviver e viver a nova fase desse amor. Mesmo sem um final onde o casal fique juntos até que a morte os separe, um absurdo para um romântico incorrigível como eu, que adora um “felizes para sempre”, o filme vale muito a pena e deixa uma incrível pauta aberta sobre o termino ou a transformação do amor.

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