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Uberaba, 29 de julho de 2021 -

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Lídia Prata
Renato Abrão RENATO ABRÃO 13/06/2021


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Meu exame de mamografia descreveu que tenho linfonodos nas axilas. Isso é grave?

Bom dia, leitores do Jornal da Manhã. Hoje, vamos falar de uma dúvida muito frequente e que causa muita confusão entre minhas pacientes: linfonodos ou linfonodos axilares. Muitos associam a presença de linfonodos a cânceres, em especial aos Linfomas.

Os linfonodos axilares, também conhecidos como ínguas, caroços ou gânglios linfáticos são em número aproximado de 20 a 30 nódulos separados e desempenham a função de drenar vasos do membro superior, parede torácica, abdome superior e quadrante lateral da mama. Eles possuem o formato de 'feijão' e ajudam o sistema imune a funcionar corretamente, uma vez que filtram a linfa para remover vírus e bactérias que podem ser um risco para o organismo.

Os linfonodos, geralmente, estão aumentados de tamanho em decorrência de um trauma ou infecção por perto. Cerca de 80% dos linfonodos aumentados em pessoas com menos de 30 anos de idade se devem a infecções próximas. As mais comuns são feridas ou infecções na mão, no braço ou na axila, devido a um corte, pelo encravado ou furúnculo, por exemplo. No entanto, esse aumento de tamanho pode indicar problemas mais graves como um linfoma, principalmente se houver relato de febre noturna e sudorese (suor). Por fim, a causa mais rara seria uma metástase regional de um câncer de mama. Sendo assim, o indicado é consultar um médico mastologista sempre que a mulher identificar um linfonodo aumentado na axila por um período superior a 21 dias, para examinar o local e fazer outros exames que auxiliam a confirmar o diagnóstico, como exame de sangue, biópsia ou Ressonância Magnética, por exemplo.

Em linhas gerais, sabemos que gânglios doloridos têm menos chances de serem cancerosos, mas como toda a regra existem exceções. Em contra partida, quando o paciente possui vários gânglios aumentados pelo corpo, de consistência firme e indolores as chances de ser um câncer, em especial leucemias e linfomas, aumentam significativamente.




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Em relação ao risco de ser uma metástase de câncer de mama na axila, ele é maior quando um linfonodo inchado persiste mais de 6 semanas, quando existem vários linfonodos inchados, quando a consistência deles é mais endurecida, na ausência de dor ao examinar e se estiverem aderidos a outras estruturas. A mama é repleta de vasos linfáticos que transportam a linfa para os linfonodos axilares. Quando uma mulher apresenta um tumor nas mamas e essas células cancerígenas atingem esses gânglios, aumenta o risco da doença se espalhar para outros órgãos, causando as metástases.

Felizmente, a maior parte dos casos de linfonodos axilares inchados não precisam de qualquer tratamento e desaparecem em menos de 1 semana. Porém, nos casos em que esses linfonodos não desaparecem, em que a manipulação desses linfonodos não está associado a dor local, quando o linfonodo continua crescendo, na presença de sintomas associados como febre e emagrecimento e, quando outras partes do corpo começam a apresentar linfonodos aumentados, a paciente precisa procurar seu mastologista. E na dúvida, o mastologista deve lança mão da biópsia desses linfonodos para elucidação diagnóstica.

Perceberam o quanto é importante realizar a consulta de rotina com seu mastologista? É através dela, que podemos avaliar todas as características dos linfonodos e então, definir a melhor conduta.

Bom domingo a todos!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do JORNAL DA MANHÃ.
O conteúdo é de responsabilidade exclusiva do autor.

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