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Lídia Prata
Renato Abrão RENATO ABRÃO 14/03/2021


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Impacto da pandemia no desenvolvimento infantil

Por Isabela Vasconcelos

Sabemos que no Brasil, devido às características epidemiológicas com altas taxas de infecção e ao expressivo risco de mortalidade, as escolas permaneceram um tempo longo com as portas fechadas. Além disso, como consequência do isolamento social, as crianças tiveram menos contato com outras pessoas, o que tem gerado repercussões negativas no desenvolvimento infantil.

Foram observados impactos diretos na saúde dessa população como o surgimento de distúrbios do sono (exemplo: insônia), distúrbios alimentares como anorexia ou obesidade, crises de ansiedade e depressão, impacto na escolarização, reaparecimento de comportamentos já superados como urinar na cama, sem mencionar a dificuldade de interação social.

Algumas medidas, no entanto, podem ajudar a minimizar os impactos do isolamento social como manter diálogo com as crianças, sempre com muita informação e esclarecimento, evitando ao máximo passar qualquer tipo de pânico. Outra boa ideia é realizar brincadeiras que evitem o uso das telas. Abusar de leituras, brinquedos lúdicos, música e dança. Uma dica interessante é incluir as crianças nos afazeres domésticos diários, assim elas se sentem importantes, úteis e funcionais. É importante ressaltar que os pais também devem se cuidar, inclusive do ponto de vista de saúde mental, para que consigam confortar suas crianças.

Do ponto de vista epidemiológico, as crianças continuam a ter, em sua maioria, casos leves ou assintomáticos. Os casos de maior gravidade continuam raros, mas é preciso manter as medidas protetivas, que realmente funcionam e tem respaldo científico - evitar aglomerações, uso de máscara opcional e supervisionado em crianças maiores de 2 anos, e obrigatório para maiores de 5 anos, higiene frequente de mãos com água e sabão ou álcool em gel a 70%.




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É fundamental que sejam criadas estratégias para que, assim que possível, ocorra o retorno seguro da volta as aulas de forma presencial. Vale lembrar que a retomada, na minha opinião, não deve ser uma medida imposta, e sim avaliada por cada família, pois cada uma tem suas particularidades e deve individualizar suas escolhas de acordo com elas.

Sem dúvida, esse é um momento muito difícil e delicado. O primeiro passo, para que essa situação não se prolongue ainda mais, é focar no nosso cuidado e de nossas crianças! Vai passar!

 

 

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do JORNAL DA MANHÃ.
O conteúdo é de responsabilidade exclusiva do autor.

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