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Uberaba, 21 de novembro de 2019 -

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Lídia Prata
Renato Abrão RENATO ABRÃO 11/08/2019

Bom dia, leitores do Jornal da Manhã!

Primeiramente, queria parabenizar todos os pais pelo dia de hoje, em especial o meu pai. Aproveitando este domingo do Dia dos Pais, vou escrever sobre ginecomastia e câncer de mama no homem. A pergunta de hoje é: ginecomastia, a glândula mamária que se forma atrás do bico do peito de alguns adolescentes e adultos, pode se tornar um câncer?

A ginecomastia é uma condição benigna masculina, resultante da hipertrofia das glândulas mamárias, que ocorre com mais frequência em pré-adolescentes como consequência das alterações hormonais da puberdade. Nesses casos, as mamas crescem por períodos de seis meses a um ano para depois retornar ao tamanho normal. Em cerca de 5% das vezes, entretanto, a hipertrofia persiste até a vida adulta, sendo necessário tratamento medicamentoso ou cirúrgico para resolução do caso. A palpação revelará um tecido firme, mas de consistência elástica, distribuído de forma concêntrica ao redor do mamilo. Existe uma segunda grande incidência de aparecimento da ginecomastia, que corresponde ao período conhecido como andropausa masculina, que ocorre novamente por alterações hormonais, porém, nesta fase, ela adquire volumes maiores e pode não regredir.

Detectamos, também, causas não fisiológicas (mais raras) de aparecimento da ginecomastia, como tumores de testículos secretores de estrogênio, insuficiência hepática, uso de anabolizantes, alguns tipos de câncer de pulmão, de estômago, de adrenal e de rim, diuréticos, anti-hipertensivos e vários medicamentos empregados no tratamento do câncer de próstata, que também podem hipertrofiar as mamas.

Porém, ginecomastia não é um fator de risco para o desenvolvimento de câncer de mama em homens. Os fatores de risco mais comuns são: envelhecimento, história familiar, mutações genéticas, obesidade, uso de drogas que elevam os níveis de estrogênio e uma condição genética conhecida como Síndrome de Klinefelter. O câncer de mama masculino é uma entidade rara, representando menos de 1% dos casos. Manifesta-se como um nódulo duro e mal delimitado em região retroareolar, geralmente aderido à pele e a planos profundos, podendo causar retração mamilar, derrame papilar sanguinolento e, na maioria dos casos, é unilateral, o que o difere de grande parte das ginecomastias.

Sendo assim, a resposta é NÃO! Ginecomastia não tem relação com câncer de mama em homens. Ela é uma alteração muito mais comum, decorrente de alguma anormalidade hormonal e que, na maioria dos casos, desaparece espontaneamente. Mas essa condição sempre deve ser avaliada por um mastologista para investigar sua causa exata e, então, definir o tratamento.

Bom domingo a todos! Feliz Dia dos Pais!

 

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