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Uberaba, 17 de outubro de 2019 -

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Lídia Prata
Renato Abrão RENATO ABRÃO 30/06/2019

Bom dia, leitores do Jornal da Manhã!

O tema que vamos abordar hoje é o papel do ultrassom de mamas no diagnóstico do câncer de mamas. Para isso, hoje, convidei meu amigo, mastologista e referência em ultrassom de mamas em Uberaba e região, o Dr. José Joaquim Gomes Nabuco (foto). Ele quem vai nos responder essa pergunta nos próximos parágrafos!

Obrigado Renato pelo convite e vamos então a dúvida de hoje. Ouvimos essa pergunta frequentemente em nossos consultórios devido, principalmente, a dois fatores relacionados ao exame de mamografia. Primeiro, pelo fato de a mamografia ser um exame mais incomodo para ser realizado e segundo devido ao mito de que a radiação liberada durante a realização da mamografia seria uma potencial causa de câncer de mama e de outros órgãos. Desde já esclareço que este segundo fator não é verdadeiro.

A resposta da sua pergunta é NÃO.

Apesar dos avanços inegáveis no campo da ultrassonografia mamária tanto relacionados a evolução dos equipamentos quanto na melhor capacitação dos profissionais que realizam os exames ela ainda é considerada como um método complementar de avaliação mamária e não tem potencial de rastreamento, sendo este desempenhado pela mamografia.

A ultrassonografia é um excelente método complementar para as pacientes que apresentam mamas densas à mamografia, na diferenciação de lesões nodulares sólidas de císticas e para guiar procedimentos invasivos de diagnóstico tais como biópsias e punções, mas não consegue identificar todas as alterações visualizadas na mamografia como microcalcificações e assimetrias focais , por exemplo, perdendo, assim, grande potencial como exame de rastreamento de forma isolada.

Dessa forma a orientação das principais sociedades médicas no Brasil e no mundo são unânimes em recomendar o rastreamento mamográfico para as mulheres assintomáticas, iniciando a partir dos 40 anos ou 50 anos (dependendo do país), com uma periodicidade anual ou bienal (também variando em alguns países). Esse rastreio teve sua importância demonstrada através de grandes estudos realizados em mais de 500 mil mulheres, que observaram uma redução da mortalidade que variou entre 10% a 35% no grupo de mulheres submetidas a mamografia anual às que não eram submetidas.

Resumindo, mulheres em faixa etária de rastreamento devem realizar mamografia como exame de rastreamento e quando necessário o profissional solicitará outros exames como complemento, entre eles a ultrassonografia. Mais uma vez obrigado pelo convite.

Obrigado do José Joaquim e um bom domingo a todos!

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