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Lídia Prata
Gisele Barcelos CHECKLIST MUNDO 07/10/2019

Proibido para crianças?

"Companhia aérea avisa onde haverá bebê no avião na hora de reservar assento". Foi essa chamada que marcou o início do mês dos baixinhos em um dos grupos do Facebook do qual faço parte e, como é típico das redes sociais, os comentários sobre a notícia pipocaram em questão de segundos na caixa de notificações.

A princípio, o debate estava restrito aos argumentos a favor ou contra a medida. Cada pessoa defendendo se a opção seria boa ou não. Tudo normal. Porém, como também é comum na internet, a conversa virtual começou a tomar outro rumo e mensagens ácidas foram surgindo para reprovar quem viaja com crianças pequenas em ônibus ou avião.

Um dos críticos chegou a recomendar que os pais adiassem voos longos até que os filhos estivessem com, pelo menos, oito anos de idade ou simplemente deixassem os bebês em casa para curtir as férias sem incomodar os outros passageiros (oi?)... Nem preciso dizer o campo de batalha que se instalou online a partir de uma declaração dessas.

A discussão sobre os bebês em voos não é nova, ainda mais se o assunto são viagens para outros países. A polêmica ressurge periodicamente e um dos questionamentos levantados é se uma crianca tão pequena realmente aproveita um passeio assim. Afinal, faria diferença para um bebê toda a história e cultura das ruas da Europa?

Ainda não tenho filhos, mas recorri justamente a algumas mães viajantes para compartilhar um ponto de vista sobre o assunto hoje aqui e talvez fazer repensar quem olha torto quando vê um neném no colo da mãe entrando no avião.

Se a dúvida é sobre a pouca idade e a memória de viagem, a resposta dos pais é simples: aquela será uma lembrança fantástica para eles dividirem com o pimpolho no futuro, olhando as fotos e recordando todas as estripulias daquela experiência em família. É um lindo registro da infância, junto com os cliques do primeiro banho ou da festa de aniversário de um ano.

Quanto ao trabalho para viajar com criança pequena, os pais garantem que os bambinos também dão trabalho em casa. Então, já que é assim: melhor ter trabalho em Paris, não é mesmo?!

Outro questionamento vem dos turistas que querem ver tudo numa só viagem. Afinal, é preciso dedicar espaço no roteiro para atividades com as crianças e isso pode significar que não será possível ir a todos os pontos turísticos do destino. Para os pais viajantes, não há coisa melhor do que curtir esse tempinho com os pimpolhos. Lembra o primeiro tópico sobre as recordações? Eles sempre vão lembrar do sorriso no rosto dos baixinhos quando encontram aquele playground no meio de um passeio. Além disso, se não deu para ver tudo, é uma excelente desculpa para voltar ao destino daqui alguns anos e fazer mais memórias em família.

Por fim, sobre a questão logística de estar longe de casa, o segredo é a preparação.

Crianças nascem e vivem em todos os lugares do mundo. Basta pesquisar bastante e se organizar para o lugar escolhido para as férias em família. Muitas vezes, os pequenos surpreendem e se adaptam até mais rápido que os adultos.

E já que falamos em gente grande, sinceramente, são eles que realmente me estressam nos voos. É verdade que as crianças choram e podem dar birras escandalosas, porém você já tentou se livrar do adulto inconveniente do assento ao lado que quer te contar a vida inteira, apesar de todos os seus esforços para mostrar que não está interessado? Só posso dizer que o choro do bebê a gente até abafa colocando os fones para assistir os filmes a bordo ou ouvir a playlist de viagem, mas não ainda não encontrei botão que ative o semancol dos marmanjos.

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