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Lídia Prata
Gisele Barcelos CHECKLIST MUNDO 30/09/2019

Quanto dinheiro levar na viagem? Essa é a dúvida que assola qualquer turista antes mesmo de comprar as passagens para o destino. Se o passeio for internacional, o estresse é ainda maior. Afinal, fora do Brasil, nem todos os bancos permitem sacar dinheiro direto da conta corrente para cobrir os gastos e não passar apuro no exterior.

Na busca por uma resposta universal a esse dilema, já vi quem jurasse de pé junto que 100 libras/dia era o mínimo necessário para não passar fome em Londres ou que não daria para encarar Nova York com menos de 100 dólares por dia na carteira.

A verdade é que não há como estabelecer um padrão para a média diária de gastos. Para se ter uma ideia, em recente viagem a Nova York este mês, gastei cerca de 40 a 50 dólares por dia e estava bem satisfeita. Já a minha amiga levou algo em torno de 120 dólares para se manter por dia. Essa diferença mostra que uma cidade pode ter dois orçamentos e ser apreciada de formas diferentes, tudo depende de qual é o seu perfil de viajante.

Entender essa realidade é importante para eliminar a ideia de que viajar é caro ou fora do alcance para nós, pobres mortais da classe média. O que precisamos é saber pesquisar e preparar um roteiro compatível com nosso gosto e também com nosso bolso. Então, veja algumas escolhas que podem fazer uma tremenda diferença no orçamento de viagem.

Ônibus turístico × conhecer cidades a pé

Quase toda cidade do mundo tem empresas que fazem o city tour de ônibus e geralmente não são baratos. Além disso, em grandes capitais como Londres e Nova York, esses veículos ainda vão concorrer com o tráfego caótico normal, fazendo você ficar algumas horas preso no congestionamento. Então, por que não organizar um roteiro para desbravar a pé um pedacinho da cidade por dia? Mais que poupar grana, você ainda vai poder vivenciar de perto o lugar que está visitando.

Tour guiado de agência × passeios guiados de graça

Assim como os ônibus de turismo, é comum encontrarmos à venda em agências de receptivo diversas opções de tour guiados. Porém, é interessante saber que hoje há também à disposição passeios a pé guiados de graça. Nessa modalidade, você apenas dá uma gorjeta ao guia no fim do passeio, conforme o que cabe no seu bolso. Se quiser conferir, o site Freetours.com reúne um catálogo com as atividades desenvolvidas em cidades do mundo todo.

Taxi x transporte público

Por mais que uma corrida de táxi seja até mais conta em outros países, no fim das contas, a somatória das corridas ao longo da viagem pode pesar no bolso, especialmente de quem viaja sozinho. Por isso, veja como funciona o transporte público local e dê preferência a essa opção. Cidades como Nova York, Londres e Paris contam com sistemas eficientes e ainda oferecem passes semanais que ajudam a reduzir bastante o gasto com deslocamento. Para quem viaja com mala pequena, dá até para usar o metrô para sair e voltar ao aeroporto.

Atrações pagas × aproveitar programações gratuitas

Apesar de entrarem sempre na lista de atrações dos guias turísticos, nem toda atividade é realmente indispensável. Dá para substituir o ingresso salgado da Sky Costanera em Santiago (15 mil pesos) por um passeio no mirante do Cerro de San Cristóbal, por exemplo. Ou trocar a London Eye por outros mirantes gratuitos em Londres. Paris tem concertos e recitais de graça em muitas catedrais, sabia?! Sim, é mesmo possível experimentar uma cidade e gastar pouco.

Restaurantes da moda × restaurantes locais

Sempre existe um cozinheiro que vive aparecendo na televisão e tem um restaurante badaladinho... Mas que tal dar uma chance para os pequenos negócios locais e saborosos do seu destino? Também vale a pena trocar aquela mega rede que fica do lado da zona turística por um lugarzinho menor em outra região. Foi assim que não entrei no Olive Garden e nem no Carmine's em Nova York, mas comi muito bem em vários outros restaurantes que são frequentados basicamente por novaiorquinos da gema.

Enlouquecer nas compras × trazer apenas lembrancinhas

O dólar está mais de quatro reais, minha gente. O euro e a libra na casa dos cinco reais. Nem preciso dizer que talvez essa não seja a hora mais bacana para enlouquecer em compras fora do Brasil. Aquela loja de roupa baratinha em terras internacionais, para nós, brazucas, pode sair no mesmo preço que as correspondentes que temos em solo tupiniquim. Então, se o orçamento estiver apertado, atenha-se apenas aos souvenirs e fotos para relembrar a viagem.

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