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Uberaba, 16 de outubro de 2019 -

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Lídia Prata
Gisele Barcelos CHECKLIST MUNDO 12/08/2019

2019 passou voando até agora e, depois que a gente virou a folhinha do mês de julho no calendário na parede, o fim do ano parece cada vez mais perto. Com esse sentimento, é normal que comecem a brotar na mente os planos para o próximo ano e tirar uma grande viagem do papel pode ser uma das metas para 2020.

O fator dinheiro muitas vezes é colocado como um dos maiores obstáculos para embarcar numa aventura. No entanto, o planejamento prévio é justamente a melhor maneira para viabilizar financeiramente o projeto de conhecer um novo lugar e estar em contato direto com outras culturas.

Em um mundo que hoje fala tanto em investir para uma aposentadoria tranquila, por que não utilizar a prática também para chegar no seu próximo destino de viagem?

Para preparar a estratégia,  o primeiro passo é definir o lugar desejado. Assim, você pode fazer uma pesquisa na internet ou procurar uma agência de viagem para fazer um levantamento de custos. Além disso,  planeje uma data para estabelecer um prazo e o tempo necessário para atingir a meta.  

A partir daí, você consegue saber quanto precisa guardar por mês e escolher as melhores opções de investimento para o projeto. 

Mas quando digo guardar, não pense que a ideia é deixar o dinheiro parado na conta corrente sem render nada ou mesmo na poupança que deve render meros 4% em 2019. 

Existem outros produtos que podem trazer mais ganhos do que a poupança e também com segurança. Uma da opções são os títulos do Tesouro Selic, vendido pelo Tesouro Direto  - plataforma pela qual se empresta dinheiro ao governo e é remunerado por isso.

Como o próprio nome diz, esse título paga uma remuneração equivalente à taxa  Selic, que serve de base para os juros praticados no país. Além da rentabilidade, o Tesouro Selic ainda tem liquidez diária. Isso oferece flexibilidade para movimentar o recurso e aproveitar, por exemplo, promoções de passagens que aparecerem.

Outra alternativa é investir em CDBs (Certificados de Depósito Bancário). Em vez de sua remuneração ser atrelada à taxa Selic, ela acompanha a taxa DI (CDI), que tem rendimento parecido ao do juro básico. Com a chegada de novos bancos digitais no mercado, hoje há muita oferta de CDBs rentáveis, que pagam 100% do CDI e também oferecem a flexibilidade da liquidez diária ao investidor.

Para uma viagem ao exterior, uma terceira opção de investimento pode ser o fundo cambial, que protege você da volatilidade da moeda estrangeira.

Essa modalidade faz o processo chamado de hedge cambial. Ou seja, além deste tipo de fundo ser composto por títulos atrelados à variação do câmbio, ele tem aplicações em títulos que pagam juros sobre a oscilação da moeda, taxa chamada de cupom cambial. 

No geral, o que você precisa saber é que, ao aplicar em um fundo como este, seu gestor vai operar no mercado cambial, o que significa que sua rentabilidade após um ano estará atrelada ao desempenho da moeda — como o dólar.

Por exemplo, se o dólar tiver alta, você terá uma boa remuneração. Já se o dólar cair, ao final, seu montante em reais será menor do que o investido inicialmente. Nesse caso, mesmo com menos reais, você conseguirá comprar a mesma quantidade de dólares que antes.

Independente de qual seja a sua escolha, não esqueça que é essencial ter disciplina para aplicar todo mês o valor estabelecido no orçamento.

Uma dica é encarar essa quantia como sendo uma despesa essencial. Assim, acaba ficando mais fácil evitar possíveis gastos desnecessários que te afastem do plano viagem 2020.

*Gisele Barcelos é uma jornalista viajante, que adora pesquisar e montar roteiros para aventuras pelo Brasil e exterior. Além de escrever sobre política no Jornal da Manhã, é autora do blog Checklist Mundo, onde compartilha suas andanças e experiências pelo mundo afora.

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