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Lídia Prata
Reginaldo Baleia Leite REGINALDO LEITE 17/12/2021


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GP de Abu Dhabi - A decisão

Foto/Carro Esporte Clube


Por fim, o holandês Max Verstappen levou a taça na última volta do GP

A última e decisiva etapa da Fórmula 1 deste ano foi a segunda da história a ser resolvida na prova final, com os protagonistas empatados em pontos. E vai entrar para a história como um dos finais mais marcantes e caóticos de todos os tempos, não só pela disputa dos pilotos, mas também como a temporada onde o regulamento foi interpretado de várias maneiras, conforme a situação.

***Se você leitor tiver tempo ou curiosidade, poderá ver que em 94% das colunas publicadas neste ano sempre me senti obrigado a condenar certas punições desses senhores. E desta feita não foi diferente, já na primeira volta, vimos uma dessas medidas de outro mundo e assim perdurou no restante da temporada.

Largada. Essa última etapa de 2021 nos presenteou com um final inesperado. Na verdade, foi uma daquelas corridas tensas na sua maior parte. Max havia feito a pole com os pneus macios e Lewis largou ao seu lado com os pneus médios. Lewis tinha uma desvantagem na largada em relação ao rival, com os macios. Quando as luzes se apagaram, vimos o inglês realizar uma ótima largada, saindo à frente do oponente, uma situação totalmente contra a lógica. E Lewis demonstrou, mais uma vez, que não é um piloto comum.

Vaca brava. Max não se deu por vencido e se lançou como uma vaca brava por dentro na primeira curva, espremendo Lewis, porém sem sair da pista; o inglês, sem espaço, completou a curva fora do traçado e, assim, levou uma vantagem sobre o oponente. No regulamento até 2020, Hamilton deveria ter devolvido a posição. Não devolveu e a Red Bull chorou no rádio com o líder dos comissários. E não mudou nada. Na visão deles, Lewis só devolveria a vantagem que obteve. E assim foi.

Dominante. A corrida seguiu em frente com Lewis e sua Mercedes negra dominando e fazendo a melhor volta em várias ocasiões. Max em momento algum chegou próximo ou teve uma oportunidade de atacar o inglês.

Pára choque largo. Mesmo quando tinha quase 8 segundos de desvantagem, Lewis encontrou Pérez à sua frente. Aparentemente, seria uma ultrapassagem fácil de ser realizada, já que Perez estava com pneus de 20 voltas e Lewis com pneus de 6 voltas. Mas não foi nada como parecia ser. E assim fomos presenteados com o melhor duelo da temporada de 2021. Foi um passa ou repassa, com manobras limpas de ambos os pilotos. Essa disputa começou na volta 20 e terminou na 21, o que fez com que a desvantagem de Max diminuísse para apenas 1,4. Posteriormente, Verstappen elogiou e chamou Perez de lenda por esse feito.

Dominante. O esforço do mexicano de nada adiantou. Lewis manteve a ponta e voltou a aumentar sua diferença, e começou outra sequência de melhores voltas. Sem ter como acompanhar o rival, Max e Red Bull não perderam nenhuma oportunidade de tentar algo diferente. Quando Giovinazzi abandonou e foi acionado o Safety virtual, Max parou e colocou pneus duros novos. Quando a corrida se iniciou, Max teve uma desvantagem de 18,5 segundos. Chegou a diminuir essa diferença, e ainda realizou algumas melhores voltas, mas já não tinha mais como alcançar o rival e via mais uma vez o domínio da dupla Lewis/ W 12 ser implacável. Desde Interlagos essa dupla dominou sem dó e piedade da concorrência. Hamilton caminhava tranquilamente para seu oitavo título.

Inesperado. Até que Latifi, numa disputa com Shumy Jr., se perde no ar sujo da Haas e estampa no Guard Rail. Nosso bom locutor oficial deu uma de Galvão e cravou que ele havia danificado sua asa sem especificar qual delas, deve ser vícios da antiga convivência. E, para complicar, nesse local (curva 14) não tinha aquela proteção macia.

Festival de erros. Faltavam cinco voltas para o final da etapa. De cara eu comentei com uns amigos: vão dar bandeira vermelha, que virou moda nessa temporada. Mas não! Deram Safety Car. E mais uma vez a Red Bull fez algo diferente da rival, parou seu piloto e o calçou com macios novos.

Mudança. Quando Max voltou à pista, havia quatro ou cinco carros entre ele e Lewis. À princípio, os mestres das regras afirmaram que esses carros não sairiam de suas posições na pista. Quando o engenheiro de Max o informou dessa decisão ele não foi educado na resposta, pois era mais uma mudança de regra já antiga copiada da Indy. Até aí, Hamilton seria tranquilamente o campeão de 2021. E pela oitava vez.

Quando a pista foi limpa e liberada, o Safety Car iniciou a penúltima volta. Os mestres da sala de controle de corrida resolveram deixar os cinco carros entre Hamilton e Verstappen ultrapassarem o carro de segurança e se afastarem do grid. O normal seria deixar esses carros alcançarem o fim do pelotão, mas isso não aconteceu. E aí, Toto Wolff foi ao rádio com chefe dos mestres, reclamando da mudança. Desta feita, foi Lewis quem não gostou da notícia, quando foi informado da medida. E disse algo como: “Isso está manipulado”.

Pacto. Há tempos, foi acordado entre organizadores e equipes que uma corrida não deveria terminar em bandeira amarela ou com o carro de segurança. Porém, nesta prova estava muito em cima da hora. Mas, a ideia principal era não deixar a última e decisiva etapa de uns dos campeonatos mais disputados dos últimos anos terminar desta maneira. Seria um anticlímax.

Sem defesa. E assim os pilotos partem para a última volta. Lewis calçado com pneus duros trocados na 14ª volta e Max com macios novinhos. Não tinha mais como o inglês levar essa. Logo após cruzarem a linha de partida/chegada, Max parte para cima e segue colado no oponente, logo se colocando por dentro na tomada da curva 5, agora de maneira menos kamikaze que a da primeira volta. E segue na frente.

Visão tupida. Na próxima reta, Max realiza um zigue-zague para que Lewis não pegue seu vácuo. Essa manobra não é permitida no regulamento. No entanto, vimos Leclerc realizar com Bottas, e Alonso com Tsunoda, de maneira meio disfarçada. E os mestres não penalizaram ou citaram nenhum deles. Max também se protegeu à sua maneira nas curvas seis e nove. Logo após, vimos Hamilton ficando para trás, já sem condições de atacar, e Max cruzou a linha tranquilamente.

Opostos. A turma taurina, juntamente com os japoneses da Honda e a grande torcida holandesa que se fez presente comemoram alucinadamente. Já na Mercedes, ninguém acreditava no acontecido, pois tinham a corrida sob controle até a escapada de Latifi. Vimos uma temporada das mais disputadas e cheia de reviravoltas. Os dois protagonistas se superaram e deixaram os demais competidores muito atrás. Os dois estão de parabéns, mas nenhum deles foi santinho nas últimas etapas.

***Aqui vale um adendo para Lewis, uma vez que Max não economizou em tentar causar um enrosco entre eles nas últimas etapas. Aliás, Max se acostumou a se jogar para cima do inglês e

Este sempre ficou na defesa, já que na maioria das vezes, esses ataques ocorreram na primeira curva ou na sequência desta, ou seja, na primeira volta. Somente na Inglaterra, casa de Lewis, ele não aceitou mais manobra arrojada do rival e foi ruim para o holandês.

******Números desta temporada

Vitórias de pilotos




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· 10 – Max Verstappen

· 8 – Lewis Hamilton

· 1 – Sergio Perez

· 1 – Esteban Ocon

· 1 – Daniel Ricciardo

· 1 – Valtteri Bottas

Equipes: Red Bull 11- Mercedes 9 - Alpine e McLaren 1

· Pole Position:

· 10 – Max Verstappen

· 5 – Lewis Hamilton

· 4 – Valtteri Bottas

· 2 – Charles Leclerc

· 1 – Lando Norris

Equipes; Red Bull 10 - Mercedes 9 – Ferrari 2 – McLaren l

Pódios:

· 18 – Max Verstappen

· 17 – Lewis Hamilton

· 11 – Valtteri Bottas

· 5 – Sergio Perez

· 4 – Lando Norris e Sainz Equipes: Mercedes 28 - Red Bull 23 - Ferrari e McLaren

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do JORNAL DA MANHÃ.
O conteúdo é de responsabilidade exclusiva do autor.

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