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Lídia Prata
Reginaldo Baleia Leite REGINALDO LEITE 19/11/2021


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GP de São Paulo - Diferenciado

Diferentemente das três últimas etapas disputadas (Turquia, EUA e México), na etapa brasileira vimos ótima disputa pela ponta. Os dois principais postulantes ao título travaram um belo duelo pela vitória. Max, no seu melhor estilo vale tudo, defendeu como nunca sua posição. Porém, encontrou um Hamilton disposto a tudo para superar o rival.

TERCEIRA. Interlagos também marcou a terceira e última etapa do Splint de 2021. As anteriores foram na Inglaterra e Itália. E, nas duas, Max e Lewis tocaram. Na corrida de casa, o toque entre eles acabou com Max pregado no Guard Rail. Já em Monza, os dois ficaram pelo caminho na saída da primeira chicane e acabaram numa posição inusitada.

MOTORZÃO. Na sexta-feira, já na classificação, vimos Lewis alcançar a pole com sobras. Colocou mais de quatro décimos de vantagem para Max, o segundo melhor do dia. Lewis estava com um motor novo (ICE) e, por causa dessa unidade nova, sofreria uma punição de cinco posições para o grid de domingo.

SURPRESAS. O sábado amanheceu com o suspense sobre a punição ou não da folga do aerofólio traseiro da Mercedes de Lewis, já que a Red Bull havia reclamado. Por outro lado, a Mercedes reclamou sobre a ação de Max ao fim da classificação, por ter tocado no aerofólio traseiro do carro de Hamilton, quando este estava em regime de parque fechado. As duas reclamações foram ainda na sexta-feira, após a classificação.

DOLORIDAS. Após vinte horas de silêncio, as punições foram comunicadas. Max levou uma multa de 50 mil euros e Lewis foi desclassificado, ou seja, foi condenado a largar na última posição na corrida splint.

CABEÇA. Na corrida splint, Bottas largou da segunda posição, e realizou uma ótima largada, superando Max, que era o pole. O holandês ainda perdeu o segundo posto para Sainz Jr. recuperando logo o segundo posto. Nos instantes finais teve condições de atacar Bottas, mas seguiu o conselho de sua equipe (raridade), e segurou o segundo posto, que lhe rendeu dois pontos na tabela. Bottas e Sainz Jr foram os únicos do top five a largarem com pneus macios, eles se deram bem na largada e também no resultado final.

FOGUETINHO. Lewis foi o grande destaque do dia ao chegar no quinto posto ao final das 24 voltas da etapa. Foram 15 ultrapassagens em poucas voltas, assustando os rivais. Pois no domingo a corrida teria 71 voltas e ele largaria no 10º posto, cumprindo a punição por troca do motor de combustão. A Mercedes usou seu mapa de motor mais agressivo (o som dele na reta era muito forte) para ajudar Lewis nessa magistral recuperação.

SONHO. Na largada da corrida principal, vimos Max tomar a ponta de Bottas e, ainda, em seu melhor estilo Maximiano, espremeu Bottas ao completar a primeira perna do S. Após essa espremida, Bottas completou mal a segunda perna e virou presa fácil para Perez ao final da reta oposta. Perez realizou uma ótima manobra na largada. Era um início de corrida dos sonhos para a equipe Taurina. Max na ponta e Perez em segundo para protegê-lo.

Atrás deles, as duas Ferraris disputaram a freada da reta oposta, onde Leclerc levou a melhor. Lembrando que o monegasco partira atrás do parceiro e que Norris tocou no espanhol na largada, sofrendo um furo de pneu. Esse toque atrapalhou o hispânico na tomada da curva um.




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EMBALADO. No meio do grid, Lewis fazia seu melhor, completando a primeira volta em sétimo; logo no fim da reta principal já é sexto, após superar Vettel na freada do S da curva um. Pouco antes, Lewis realizou uma senhora ultrapassagem em cima do Gasly por fora no miolo, antes de superar Vettel. Na volta seguinte, a vítima foi Sainz Jr. e então superou Leclerc. Essa ultrapassagem foi na reta principal já com auxílio da asa móvel, as anteriores não contaram com o recurso. Ao final da quinta volta, Bottas cede seu o terceiro posto para o companheiro, Lewis agradece no rádio; na volta seguinte entra o Safety car. Nesse momento, Max tinha uma vantagem de 4.9 segundos para Lewis. E assim, a corrida dos sonhos dos taurinos começava a desmoronar.

DE NOVO. Ao iniciar a volta dez, a corrida recomeça com Max, seguido de Perez e Lewis. Após duas voltas outro Safety Car, agora virtual e novamente para limpeza de detritos causados por pequenas pancadas da turma do fundão. A primeira intervenção foi ocasionada por Tsunoda, ao acertar Stroll na primeira perna do S da curva um e essa segunda por Mike Schumacher ter atingido Kimi no mesmo local.

SURPRESA. Após 2 voltas, a corrida é reiniciada e começa a perseguição do inglês ao mexicano. Logo no início do giro 18, Lewis consegue, e sempre no mesmo local, freada do S da curva 1, mais conhecido como S do Senna. Contudo, na ânsia de superar o rival, Hamilton não contorna o S de maneira correta e é superado pelo mexicano no final da reta oposta. Já na volta seguinte, Lewis fez direitinho a junção e não deu chances para o mexicano, ao assumir a posição pouco antes da freada da curva 1, contornando, assim, o S com perfeição e tchau Perez.

Agora começava o joguinho de gato e rato, e Lewis tinha mais de 50 voltas para superar seu oponente. Então começou a andar muito, fazendo várias voltas rápidas. Max também conseguiu melhorar suas voltas, mas a Mercedes estava muito veloz nas retas e, no miolo, os taurinos eram melhores.

UNDERCUT. Na volta 27, Lewis faz sua 1ª parada e sai calçado de duros, composto com o qual o carro alemão se demonstrou muito eficiente no México, Max parou na volta seguinte. Quando foi aos boxes, Hamilton teve uma desvantagem de um pouco mais de 3 segundos e, quando Max retornou de sua parada, essa diferença se reduziu para a metade, segundo e meio. Nas duas etapas anteriores, essa manobra foi essencial para o holandês se dar bem. Aqui, os alemães se adiantaram e se deram bem.

EXTREMO. Max conseguia manter Lewis a uma distância que oscilava entre 1,2 e 1,4 segundos. Isso até que, ao chegarem na volta 38 e 39, a diferença caiu para 0,9 e 1,1 segundos. Então, ao final da volta 40, Max realiza sua 2ª troca e Lewis só faz ao final da 34. E aí foi um festival de rádios das 2 equipes com o líder dos comissários. A perseguição continuou até que, 10 voltas depois, Max contornou mal o S da curva 1 e, para não ser ultrapassado na reta oposta, a fez em um leve zigue-zague. Essa manobra não é legal.
Na volta seguinte, Hamilton segue na sua tática de ameaçar no final da reta principal, forçando Max a se defender e, consequentemente, não contornar o S de forma ideal; o que funcionou. O inglês superou Max antes do final da reta oposta e foi abrindo daí até o final. Vimos uma boa disputa.

A próxima etapa é no Qatar, circuito novo para a categoria. E com essa encerra-se a maratona de três provas em sequência que se iniciou no México.

 

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do JORNAL DA MANHÃ.
O conteúdo é de responsabilidade exclusiva do autor.

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