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Uberaba, 24 de outubro de 2021 -

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Dionyzio A. M. Klavdianos

Ar-condicionado

Parecia premonitório. Conversávamos eu e o diretor do Senai-DF, na sexta-feira passada, sobre capacitação de mão de obra; o exemplo era o eletricista. Muitos anos atrás, na Comat-DF, pensávamos em ministrar os treinamentos nos canteiros das obras, pois neles é que estava o povo necessitado de capacitação; não deu certo, pode ser que agora…

Antigamente, a empreiteira convidava poucas instaladoras para a cotação de preço, escolhia a de confiança e, juntos, chegavam a um preço justo para as partes e que garantiria uma obra de qualidade. Passou o tempo e a administração local perdeu a ingerência sobre a contratação para o departamento financeiro; os critérios passaram a ser mais econômicos do que técnicos. Participavam, então, vinte empresas, virou gincana, e a maioria das boas instaladoras não deu conta e fechou.

Naquela época, não era comum ar-condicionado nas residências, tampouco havia celular em profusão; internet estava chegando, sistema de controle e acesso, CFTV, alarme, era caro que só… Dali pra frente foi um estouro, tudo barateou e as temperaturas médias anuais passaram a bater recorde atrás de recorde, ar-condicionado deixou de ser luxo e adquiriu o status da Frigidaire e da máquina de lavar, como imprescindíveis no lar.

Só que ar-condicionado não é que nem geladeira ou máquina de lavar, não se limita a dar choquinho se o fio terra não existir ou ficar em contato com a carcaça, requer circuito individualizado, fio mais grosso e disjuntor chiliquento, que, ao menor sinal de pico na rede, desliga.

Muito eletricista e instalador de ar-condicionado que saiu na época da derrama aproveitou o nicho novo, natural, e a R$150,00 a diária permitiu que usufruíssemos das novidades do mundo moderno.

Bom não esquecer quem for contratá-los que, se dominam algum fundamento técnico, coube a um profissional especializado ensiná-lo, que existem normas técnicas prescritivas a seguir no projeto e na execução de qualquer serviço de engenharia e outras, como a ABNT NBR 16280 e 15575, que deixam bem claro de quem é a responsabilidade se, por causa de uma falha na instalação, a comida na geladeira perder, a roupa na máquina de lavar desfiar ou o ar-condicionado provocar um incêndio desastroso.

Dionyzio A. M. Klavdianos é engenheiro civil formado pela UnB, diretor técnico da Construtora Itebra, presidente da Comat/Cbic e 1º vice-presidente do Sinduscon-DF

 

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do JORNAL DA MANHÃ. O conteúdo é de responsabilidade exclusiva do autor.
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