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Uberaba, 04 de julho de 2022 -

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Aldo Roberto: o Salchichashau

Em 18 de novembro de 1939, nasce em um lar humilde, na rua 15 de Novembro, no Bairro Estados Unidos, o quinto e mais novo filho de Manuel Roberto da Silva e Olímpia da Silva Campos.

Sempre gostou de teatro! Cresceu fazendo graça e, desde os bancos escolares, contava suas piadas, vestia de palhaço...

Assim que pôde, juntou suas economias e foi para São Paulo, em busca de um sonho. Lá, trabalhou com grandes artistas no teatro e nas antigas televisões TUPI e RECORD. Com a grande atriz Irene Ravache deu os primeiros passos no teatro. Com Ronald Golias fez uma ponta na “Grande Família”. Contou piadas com Jô Soares na antiga RECORD. No “Programa do Sílvio Santos”, na TUPI, e no “Programa do Bolinha”, na antiga TV Excelsior, alegrou multidões com seu carisma. Como dublador, emprestou a sua voz para grandes artistas, interpretando personagens de filmes e séries. Nessa mesma época, fez diversas peças, dentre elas “A Cozinha”, com Juca de Oliveira, dirigida por Antunes Filho.

Quando eu era jovem e ia visitá-lo em São Paulo, ele me apresentava os seus amigos artistas e eu ficava todo orgulhoso pelo “tio famoso” que tinha.
Com a doença e falecimento de seu pai, ele voltou para Uberaba e por aqui ficou. O espírito de artista voltou com ele e, com a ajuda do Dr. Hugo Rodrigues da Cunha, montou a peça “Chapeuzinho Vermelho”, no Cine Metrópole. Foi um estrondoso sucesso! Depois dessa, vieram várias outras, vinte e uma pra ser mais exato, dentre elas peças infantis e adultas. Além disso, trabalhou na extinta TV Manchete e, mesmo com a idade avançada, ainda fazia participações no “Programa Se Liga”, do vereador Kaká Carneiro.

Sempre alegrava as pessoas, contando as suas piadas, e manteve várias amizades no meio artístico. Em 18 de novembro deste ano, completou 78 anos, ao lado de seu amigo Rui Rezende.

Nunca teve ambição! Viveu e morreu alegre! Era sempre irreverente e estava sempre alegrando todo mundo! Em qualquer roda era bem recebido! Fez a alegria de uma geração de uberabenses com as suas peças e até mesmo se vestindo de Papai Noel.

Nunca se casou e não teve filhos, mas teve 18 sobrinhos e 30 sobrinhos netos e se afeiçoou a um sobrinho neto ao qual ele chamava de filho: o Alexandre.
Hoje, o Alexandre é bacharel em Direito e, como um verdadeiro filho, encarregou-se de acompanhá-lo em confraternizações e até mesmo nos momentos de tristeza ele estava sempre junto ao seu tio-pai.

O grande artista nos deixou às 21 horas do dia 16 de dezembro de 2017 para alegrar seus entes queridos.

Perdemos seu convívio e sua alegria, mas o plano superior, com certeza, está mais alegre hoje.

Tio Aldo, descanse em paz!

Flamarion Batista Leite

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do JORNAL DA MANHÃ. O conteúdo é de responsabilidade exclusiva do autor.
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