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Uberaba, 03 de agosto de 2021 -

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Ricardo Ritossa

Pare o mundo que eu quero descer... (será...?) [parte 2/3]

Nos vemos também livres - por ora, ao menos - das sérias dificuldades que tem submetido indiscriminada e tragicamente o Continente Europeu nos últimos anos, quer seja aquelas causadas pela imigração descontrolada ou as que têm origem no terrorismo de lógica político-religiosa ou colonial.

Mas... se o nosso berço aparenta, a princípio, ser tão mais esplêndido que o de tantos outros povos... o que será que ainda nos estaria impedindo de deslancharmos, de uma vez por todas, rumo a um futuro de verdadeiro desenvolvimento e bem-estar indiferenciadamente difusos, nesta nossa Terra de Santa Cruz...??

Sim, é verdade... conhecemos, provavelmente todos, aquela antiga anedota na qual Deus explica ao Arcanjo Gabriel que as vantagens todas na criação da terra brasileira, face aos demais territórios do planeta, seriam posteriormente balanceadas... “com o povinho que vou colocar lá...!!”

Seria esse apenas um estereótipo barato...? Ou teríamos algum fundo de verdade nesse gracejo...?

Bem, não nos deveria custar muito - num arroubo de sinceridade - admitirmos que, por exemplo, por pior que nos possa parecer a realidade da política atual (ou a de sempre), os políticos empoderados foram todos eleitos por nós e todos eles se originam, também, do seio da nação; ou seja, exatamente do meio de nós. Não são alienígenas. São brasileiros... “escolhidos a dedo”, imagina-se. Ou seja, no bem e no mal, no certo e no errado, tanto os bons quanto os maus... somos farinha do mesmo saco... eles são nós... e nós somos eles...!!

Resumindo: se gostaríamos de poder eleger políticos bons em maior número... se gostaríamos que os políticos, de um modo geral, fossem melhores... nós também, o povo brasileiro, teríamos que procurar sermos, cada um de nós, melhores... e bons em maior número...!! Simples assim. Mera lei das probabilidades.

Afinal, quem não sabe que de uma macieira não se colhem melancias...??

Ah... quer dizer que precisaríamos de algum tipo de milagre...?? Ou seria melhor, então, esperarmos que “o mundo pare para descermos”...??

Nem uma coisa nem outra, é claro.

Consideradas todas as grandes vantagens que já nos ofereceu a natureza, a nós nos bastaria estarmos verdadeira e intensamente focados, cada um de nós, apenas em... sermos um pouco melhores a cada dia...!! (continua...) 

(*) Consultor em investimentos e no desenvolvimento de procedimentos e projetos empresariais, profissionais e pessoais, e também na área jurídica; engenheiro mecânico pela Unicamp, advogado pela Unesp e MBA pela SDA Bocconi de Milão
gartot@uol.com.br

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do JORNAL DA MANHÃ. O conteúdo é de responsabilidade exclusiva do autor.
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