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Uberaba, 22 de novembro de 2019 -

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Márcia Moreno Campos

Marcador de tempo

Marcar o tempo é uma invenção humana para aliviar as agruras de sua passagem, a precariedade da vida e a finitude do corpo. Vivemos para estar presentes no próximo Natal, para comemorar os aniversários vindouros, fazer promessas de fim de ano e ter muitos objetivos a cumprir. Os marcadores de tempo são referências para nossas lembranças. Referimo-nos a um ano no passado como o ano em que entramos na Faculdade, ou aquele em que nos casamos ou nasceram nossos filhos. É como se fôssemos jogando migalhas de pão pelo caminho que vão se transformando em nossas histórias de vida. 

Eis que estamos no mês de outubro de 2019 e já surge um novo marcador no horizonte. Falta exatamente um ano para as eleições municipais. Uma contagem regressiva para conhecermos nosso futuro prefeito. Os Partidos já se movimentam em reuniões abertas e secretas, nomes são lançados na mídia para ver se pegam e manobras diversas tomam conta do cenário político. O relógio não para. Enquanto muitas pessoas boas relutam em se candidatar, outros tantos aventureiros, candidatos de si mesmos, se lançam afoitos na disputa, ávidos de poder. O que será que os move? É sabido que aqueles que entram não querem sair e que muitos se julgam capacitados, embora não os sejam, para exercer o que para mim é uma missão, tal o grau de responsabilidade que carrega consigo qualquer eleito pelo povo. Infelizmente, porém, o fator preponderante, salvo raras e honrosas exceções, que faz uma pessoa apresentar seu nome para disputar um cargo eletivo é a vaidade. Esta, aliada aos mais diversos interesses, diferentes em tudo do bem da comunidade, conduz o processo eleitoral. E os eleitores escolhem por comparação, já que se a escolha fosse livre, talvez nem um dos que se apresentassem seria o escolhido. 

Espero, como uberabense de nascimento e coração, que bons candidatos se apresentem e que o eleitor, comparando, escolha o melhor para prefeito de nossa cidade. E que essa escolha seja não por aparência ou campanhas bem feitas, mas baseada nos feitos de cada um, em suas vidas particulares e nas atitudes como cidadãos. O que deve pesar em uma eleição é o currículo oculto de cada candidato, sua honestidade, coerência, capacidade de aglutinar pessoas e – por que não dizer – sua bondade como ser humano. Que o tempo nos reserve um marcador feliz para 2020!

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