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Uberaba, 27 de maio de 2020 -

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Guilherme Oliveira Magalhães

Parece…

Parece que estou vivendo em um mundo não existível. Parece que meus amigos distanciam em metros e encontro novos a quilômetros de distância! Parece que a vida que queria ter, jamais existirá…

Em áureos pensamentos oriento meu corpo fortificado perante alguns que sentem esvair de seus conceitos, de seus livres arbítrios… Parece que toda sabedoria recebida não foi totalmente colocada em prática. Parece que nenhuma parte destas teorias são exercidas! Aonde estou com a cabeça???

Parece que ninguém tolera a discordância falada, escrita ou pensada… Parece que jamais a paz reinará no planeta… Parece que a última guerra mundial… chegou!

Parece que vivi em mundos diferentes. Parece que presenciei fortunas nunca mais adquiridas. Parece que o Ir e Vir limitou-se a uma única célula. Parece…

Parece que infernizar o diálogo nos faz parte do cotidiano. Parece que beijar na boca entrou em quarentena… Parece tanto mais! Aonde o limite da ganância estará?

Ganância financeira está a anos luz nesse momento… Já a ganância humana… Aonde foi parar? Aonde está aquela necessidade (pois a VONTADE prevalece, sempre!) de abraçar o próximo, de estender os braços, de envolver a LUZ desse ser que ofusca tanto o teu?

Parece… que corpos não se tocarão por semanas… talvez meses. Parece que a vontade própria entrou em xeque com a Dama Perfeita. Se estais agora perguntando quem é essa Dama… algum dia poderei lhe responder.

Parece que tenho caminhado em trilhas perfeitas mas tortuosas, e que não poderei mostrar a quem deveria um milésimo desse caminho percorrido. Quando a boca esvai palavras ofensivas, o vento as leva para milhares de quilômetros distantes… E fica aqui o perigo daqueles que ouvirem estas!

Então percebo que a escrita existe aos milhares, diariamente. Parece que escrever virou um hábito comum entre a minoria das pessoas muito menos extrovertidas, ou então das mais explosivas. Dinamite em mãos de terroristas faz estragos, nas mãos de uma criança, é deixada ao chão…

Parece então que fico entre a infância e a maturidade tentando descobrir o que farei com essa dinamite… Não quero nunca que exploda, ainda mais em minhas mãos! Parece então, que quero ferir alguém? NUNCA! Parece então, que vou ferir quem não conheço? JAMAIS!

Parece que nada mais compreendo… Parece que o silogismo perdeu o sentido. Parece que a dualidade travou. Parece?

Parece que encontrei uma pessoa nesse caminhar a me passar um sermão! Parece que meus compassos do Músculo Supremo desarranjaram… Parece isso tudo, mas Parece tão pouco…

PARECE… que idealizo um mundo pacífico. Contestando meu pensamento, SEI que esse mundo está distante. Só sei o que não Parece: PAZ. A PAZ existe em cada ser pensante, em cada ser relutante, em cada ser inebriante!

Parece que você entende o que está acontecendo? Parece que você está em luto diante do momento? Parece que acreditar em um mundo perfeito, será uma incógnita na tua vida? Vai Saber…

• Vai Saber é uma obra de Guilherme Oliveira Magalhães. A crônica descrita pode ser copiada desde que citado o autor e, portanto, contatando-o através do email magalhaes.guioliveira@gmail.com

 

 

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do JORNAL DA MANHÃ. O conteúdo é de responsabilidade exclusiva do autor.
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