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Uberaba, 16 de maio de 2022 -

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Os candidatos e nós

Passados os escândalos originados do fato de quase a totalidade dos vereadores da vizinha Uberlândia ser presa, sob a acusação de desvio de verbas públicas e em benefício próprio, chega o momento de – finalmente – um grande número de eleitores se reconhecer na qualidade de um honroso e ativo grupo de partícipes cidadãos e se conscientizar, de uma vez por todas, da importância do seu voto quando da escolha de quem irá representá-lo, com honradez e trabalho, em alguma Câmara Municipal, já a partir do próximo mandato. Mas como saber em quem depositar a sua confiança no capital momento do voto se, muitas vezes, o próprio eleitor não se deu à tarefa de conhecer ao menos um pouco o passado de alguns daqueles que formam o rol de centenas de candidatos? Aliás, penso que essa atitude é muito mais relevante que simplesmente ouvir os breves discursos e pesar as promessas de cada um deles. Teria aquele(a) candidato uma consciência capaz de julgar e raciocinar a respeito da importância do cargo que deseja assumir? Bastaria reduzir-se um(a) candidato(a) à condição de que ele(a) é um(a) colega ou mesmo um(a) simples conhecido(a) de algum lugar onde costumamos frequentar ou nosso parente mesmo que distante, para que tenha a honra de receber o nosso precioso voto e depois de esperarmos quatro anos para poder gozar de tal privilégio democrático? Ou, ainda, que se trata de um amigo ou familiar daquele nosso companheiro de clube ou de bar e que, por tal afinidade, deve ser conduzido à câmara dos eleitos, para corresponder à expectativa de milhares de cidadãos ávidos de políticos locais realmente sérios e comprometidos com os anseios da nossa comunidade? Ou, mais ainda, que merece o nosso voto devido também à sua promessa de empregar alguns de nós ou de nossos parentes em seu gabinete parlamentar? Francamente... O que deve mover a razão do nosso voto é a nossa própria consciência moral, o nosso senso de responsabilidade para – inclusive – podermos corrigir possíveis e futuras falhas de atitudes meramente instintivas do(a) nosso(a) candidato(a) preferido(a). Mas como identificar um bom aspirante a vereador? Ora, sugiro apenas uma análise crítica dos candidatos que apontamos na condição de merecedores da nossa confiança, excluindo-se primeiramente os gravemente retardados mentais e considerando que possam ser tentados a se sujeitar a práticas ilícitas no exercício de seus respectivos e futuros mandatos, tal e qual a criminosos comuns que se comportam de maneira irracional, absolutamente inconsequente. É, pois, nossa, caro(a) (e)leitor(a), a decisão de quem deve ser beneficiado com o direito e o dever de um voto consciente, racional, escolhendo-o(a) pelos seus atos passados, sua formação cultural e educação no trato com pessoas diversas.

Gustavo Hoffay
Agente Social

 

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do JORNAL DA MANHÃ. O conteúdo é de responsabilidade exclusiva do autor.
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