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Uberaba, 23 de agosto de 2019 -

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George Pereira

Presença de ciganos no Ozanan gera incômodo para moradores

Neto Talmeli

 

Famílias estão inscritas na Cohagra e aguardam novas unidades, conforme documentos exibidos à reportagem

Moradores do bairro Cidade Ozanan ainda reclamam da presença de ciganos em área do bairro. Os ciganos estão na rua Jaci Rodrigues da Cunha. A maioria estava instalada em terreno da comunidade Nova Estrela, local onde houve reintegração de posse em junho de 2015. Já se passaram meses e ainda permanecem no espaço cedido a eles, gerando incômodos aos vizinhos.

Assim que foram colocados no terreno, moradores procuraram o Jornal da Manhã e a Prefeitura questionando a situação. Ficaram indignados, pois se trata de área pública, em que a própria PMU permitiu que se instalassem. E em resposta aos moradores, a Prefeitura disse que os ciganos estavam no local em caráter de urgência e que está tentando ajudá-los, buscando um lugar adequado para abrigá-los, com infraestrutura apropriada.

Já se passarem sete meses e a situação continua a mesma. Os incômodos continuam e os moradores reclamam. Conforme informações repassadas ao JM por pessoas que preferiram manter a identidade preservada, foi feito abaixo-assinado reivindicando providências, com cerca de 150 nomes. Em uma das vezes que buscamos a Cohagra para pedir um posicionamento de quando sairiam, uma assistente social nos revelou que o problema será resolvido, mas que não há prazo, revela moradora.

A reportagem questionou novamente o presidente da Cohagra, Marcos Jammal, sobre a situação. Ele garantiu que a autarquia está providenciando um local adequado para as famílias que estão nesta área. São seis famílias, de comunidade cigana, mas que não vivem como tal. Assim como os demais moradores do Nova Estrela, tinha casa no local que foi desapropriada. E com a retomada do imóvel ficaram desamparadas. Ofertamos casas em outros locais, mas não quiseram, ficaram com medo de perder a chance de conseguir uma casa própria, explica o presidente da autarquia.

Diante desta situação, Jammal revela que foi tomada uma decisão em comum acordo com essas famílias, permitindo a permanência delas na área, até que um novo empreendimento ficasse pronto. E assim está acontecendo. Estas famílias receberão casas do Residencial Marajó, cuja entrega deve acontecer em março, afirma.

 

 

 

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