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Uberaba, 21 de outubro de 2019 -

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Maria de Lourdes Leal dos Santos

FISTA não foi, a FISTA é...

“A FISTA não foi, a FISTA é, permanece viva por meio do testemunho de seus ex-alunos e ex- professores egressos”, frase pronunciada por Monsenhor Juvenal Arduini, em 7 de março de 1999, em celebração festiva dos 50 anos da Faculdade. Entre amigos e religiosos, Monsenhor nos tocou profundamente com sua visão antropológica da realidade. Monsenhor Juvenal foi profético. Neste ano, completam-se 70 anos de sua fundação (07/03/1949) e os relatos autobiográficos confirmam esta premissa. A história das instituições escolares é construída com a presença de sujeitos sociais que empreendem um “fazer histórico”. As instituições permanecem ou não na história a partir das relações com as pessoas, com os valores que perpetuam, com o conhecimento que é construído historicamente. A FISTA não é uma instituição que ficou perdida no passado, ela se presentifica com os fatos e histórias construídas por educadores e ex-alunos. Aprofundar estas relações tornou-se um desafio para mim. Acredito que o trabalho do pesquisador é algo que fascina, que provoca a busca de caminhos metodológicos que traduzam uma prática institucional. O que era feito em relação à formação docente universitária? Por que se fazia? Quais as formas de condução das práticas num movimento que traduziam as relações de saber e poder? Nesta perspectiva, os depoimentos são fundamentais e reveladores de uma memória coletiva, com aspectos significativos dos campos social, econômico e cultural. São histórias de vida que estabelecem uma coerência, traduzem laços afetivos e posturas pedagógicas. É um sentimento de pertença que ultrapassa a “memória afetiva” e se instala na “memória intelectual”, no compromisso com o conhecimento crítico, com os valores éticos e com a transformação social. São preponderantes os relatos dos ex-professores e ex-alunos em testemunharem o diferencial da instituição: “formávamos educadores, e não apenas professores...” Como reconhecimento deste potencial, você, que foi aluno ou professor da FISTA, é convidado especial para uma roda de conversa, um reencontro de “fistianos”, como sugeriu certa vez Dedê Prais. Nesta roda, a palavra se fará presente para que os laços afetivos se fortaleçam, pois somos e fazemos parte de uma família, a Família Dominicana. Este encontro será agendado para o final de abril, em data a ser definida por uma comissão, sendo o local a FISTA, hoje CEDSTA, Centro de Espiritualidade Santo Tomás de Aquino, no Jardim Induberaba. Você é nosso(a) convidado(a) especial. Sejamos “fistianos” para sempre!!!

(*) Doutoranda em Educação – USP

 

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