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Uberaba, 22 de outubro de 2019 -

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Ricardo de Minas Borges

Sons diferentes para sonhos iguais

 Sons diferentes para sonhos iguais

Venho aqui para dizer que estou estupefato com os franceses. Não pelo atentado terrorista que matou centenas de pessoas na sexta-feira dia 13 deste mês. Mas sim por uma lei que vigora no país desde 1994, que proíbe os homossexuais de doarem sangue por considerar que eles são transmissores em potencial do vírus da AIDS. A lei só teve uma brecha no último dia 4 de novembro, permitindo tal coisa desde que eles comprovem relacionamento estável há pelo menos 4 meses. Ora, para isto cito uma frase de Caetano Veloso na música ‘Americanos’: “Só um genocida em potencial, de batina, de gravata ou de avental, pode fingir que não vê que os veados tendo sido grupo vítima preferencial estão na situação de liderar o movimento para deter a disseminação do HIV”.

Pelo que sei, o ex-ministro José Serra contribuiu bastante para que o Brasil, que era o segundo maior país com casos de AIDS no mundo, diminuísse sensivelmente esta estatística, principalmente com a distribuição de coquetéis e camisinhas. Além disto, o número de mulheres e homens héteros infectados hoje no mundo é igual ou quase igual ao número de homossexuais infectados. Qual a moral desses nossos irmãos civilizados, que nos acusam de seres humanos inferiores (sem moral nem escrúpulos) sendo que eles são preconceituosos e pouco solidários?! Vide a imigração recente dos refugiados. Para os ‘civilizados’: branco é branco, preto é preto, macho é macho, bicha é bicha, mulher é mulher e dinheiro é dinheiro. E a mulata não é a tal (salve Caetano).
Eles são responsáveis por grande parte da alegria do planeta. Enquanto aqui em baixo da linha do Equador a alegria brota no coração das pessoas. Apesar dos sofrimentos e dores. Americanos e Europeus e até nós mesmos estamos vendo que alguma coisa está saindo do controle. Talvez o melhor caminho seja a fé em Deus, que é luz e amor... Afinal, parodiando o poeta Gilberto Gil, “Buda, Oxossi, Jesus, Maomé, Tupã e outros tantos mais. Nada mais são do que sons diferentes, para sonhos iguais”. O Mundo só encontrará a paz quando se respeitarem todas as crenças, costumes e diferenças.

 

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