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Uberaba, 20 de agosto de 2019 -

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José Guilherme da Silva

Homossexualismo: queremos ser diferentes

No século XXI o homossexualismo está virando modismo e contraditório. Em meados do século XX usava-se o termo frutinha, florzinha ou vulgarmente veado. A sociedade os rejeitava; nas escolas eram até expulsos porque não havia nada que favorecesse os efeminados e as mulheres masculinizadas da época (chamada mesmo de mulher macho). Hoje as escolas os protegem e surge o famoso “bullying”. Hoje, novelas abordam grupos de homossexuais e o protagonista de uma novela das nove assume ser gay. Em pleno século XXI, o prefeito de Paris assume ser gay em horário nobre da TV e tudo é aceito. Hoje temos amigos, alunos gays que frequentam clubes e bares especializados no comportamento homossexual.

Na realidade não é isso que me incomoda. Desde o momento que este grupo quer ser diferente, deve assumir mesmo a diferença. Todavia isso não está ocorrendo. No mundo inteiro os gays querem o casamento igual ao do casal heterossexual, Não consigo entender e discordo plenamente, ou é diferente ou não é. A desculpa é que temos que deixar a herança, a aposentadoria para o parceiro em caso de falecimento. Conversa fiada porque existe cartório onde se vai, se faz um testamento ou uma deixa total de bens, sem que haja necessidade de uma casamento com roupas brancas como vê ultimamente na TV do mundo inteiro.

Questiono: então os gays querem ser iguais a uma sociedade padrão? Outro questionamento: filhos? A reprodução é uma fecundação de um óvulo com esperma. Se os gays querem ser diferentes, por que lutam pela inseminação artificial, barrigas de aluguel, etc. Reflito muito quando vejo nas notícias de casamentos gays a luta para se ter filhos, fazer casamentos em igrejas com roupas idênticas aos dos casamentos heterossexuais.

Meu questionamento é dicotômico: na luta e no imaginário os gays se dizem diferentes, porém, na prática, querem ser iguais? Acredito que não é necessária essa prelação toda. Cada um tem que viver da maneira que considera certa, sem dar satisfação à sociedade. Então toda a sociedade será diferente por não se preocupar com a vida do outro. 

(*) Professor; doutor em Educação pela UFRJ

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